<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354</id><updated>2012-02-16T11:40:16.696-08:00</updated><title type='text'>MERCADOS FINANCEIROS E DE CAPITAIS</title><subtitle type='html'>Espaço para discussão de temas  relacionados ao Mercado Financeiro</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-5913368504533481149</id><published>2009-10-11T09:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T09:14:36.422-07:00</updated><title type='text'>O que importa é a qualidade da política econômica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de João Marcus sobre Política Econômica. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A era moderna da política econômica tem início em 1961, por ocasião da posse do Presidente John Kennedy que trouxe como seu principal conselheiro econômico Walter Heller, professor da Universidade de Minnesota. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heller revolucionou o CEA (Conselho Econômico da Presidência) orgão criado em 1946 junto com a aprovação da Lei do Emprego (Employment Act), uma consequência da Grande Depressão. O objetivo de Heller era o de acabar com o que chamou da “síndrome contracíclica” dos anos 1950 e centrar a política econômica nos objetivos de fechar o “hiato do produto” e promover o crescimento, ou seja, pretendia atingir o “potencial” da economia e em seguida aumentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito de “hiato” do produto foi obra de Arthur Okun, um importante membro do Conselho e que foi seu presidente no último ano da gestão Johnson (1968-69). Pelos cálculos de Okun, a taxa de desemprego consistente com o pleno emprego foi estabelecida em 4% (consistente com o observado em 1957, momento em que a economia estava no “potencial”). Como a taxa de desemprego no início de 1961 estava em 7%, o “hiato” do produto (diferença entre o PIB observado e o seu nível “potencial”) era elevado, ocasionando um desperdício de recursos valiosos (ver figura 1).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHyTqGeXnI/AAAAAAAAAHs/SCWkSRhrU0M/s1600-h/fig1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHyTqGeXnI/AAAAAAAAAHs/SCWkSRhrU0M/s400/fig1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coincidentemente, quando a taxa de desemprego volta a 4% em 1965 o PIB se encontra no seu nível “potencial”. Como a taxa de desemprego continuou a cair (atingindo 3.5% em 1968), o PIB evoluiu acima do seu “potencial”. Como a inflação começou a subir a partir de então (ver figura 2), temos até hoje a associação entre inflação e “hiato” positivo do produto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sabemos que a inflação tem origem monetária. A figura 3 mostra que depois de manter um crescimento baixo e estável, nos anos 1960 a expansão monetária (reservas) se acentua. É importante lembrar que quando assumiu a presidência com a morte de Kennedy em 22 de novembro de 1963, o Presidente Johnson propôs o Programa Grande Sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHyxmVAk0I/AAAAAAAAAH0/QkWBQ3RQMY8/s1600-h/fig23.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHyxmVAk0I/AAAAAAAAAH0/QkWBQ3RQMY8/s400/fig23.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como financiar isso paralelamente à guerra do Vietnam, que sofria uma escalada? A partir de 1966, o orçamento começa a apresentar déficits sistemáticos. O aumento de impostos para ajudar no financiamento da guerra não era visto com bons olhos. Além disso, logo no início de 1964, Johnson assinou a lei reduzindo impostos (que havia sido proposta por Kennedy). Um aumento da expansão monetária era a solução.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um período de inflação baixa e estável, as expectativas inflacionárias não existiam. No entanto, sabemos que uma hora a inflação vai aparecer..., e foi isso que aconteceu depois de 1965.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia dos economistas dos Presidentes Kennedy e Johnson, de que a ciência econômica havia “conquistado o ciclo”, bem descrita no livro que Heller escreveu depois de deixar a presidência do CEA em 1964 – New Dimensions of Political Economy – e no livro escrito por Arthur Okun em 1969 – The Political Economy of Prosperity - se mostrou falsa e acabou gerando as condições que definiram o período da Grande Inflação nos anos 1970.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como a persistência dos ciclos nos anos 1950 haviam induzido os esforços de Heller e Cia para domá-los, a persistência da inflação nos anos posteriores induziu um grupo de pesquisadores a desenvolver “soluções”. Nesse período testemunhamos o nascimento da teoria das expectativas racionais (segundo a qual, entre outras coisas, não existe trade-off entre desemprego e inflação), o postulado de mercados eficientes, a importância da credibilidade da autoridade monetária, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado desses esforços foi a redução permanente da inflação a partir do início dos anos 1980, com Paul Volker (seguido de Greenspan) no comando do Fed.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a bolsa refletiu esses acontecimentos? A figura 4 mostra o comportamento do Dow em três momentos, que estão associados aos diferentes “estilos” de política econômica. O primeiro período se estende até meados de 1965, a partir do qual a inflação tomou corpo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas observações são pertinentes. No primeiro gráfico, a bolsa praticamente não reage a eventos como o fiasco da Baía dos Porcos (tentativa de invadir Cuba) e à crise dos mísseis (ocasião em que por alguns dias temeu-se a ocorrência de um conflito nuclear entre os EUA e a União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto a reação é imediata e aguda ao pronunciamento do Presidente Kennedy contra a indústria siderúrgica (ver link para o YouTube anexo). Isso foi interpretado como uma tentativa de estabelecer a ingerência do governo no funcionamento dos mercados. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHzXrpMQLI/AAAAAAAAAH8/00tNFX_YY4A/s1600-h/fig4.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHzXrpMQLI/AAAAAAAAAH8/00tNFX_YY4A/s400/fig4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos da Grande Inflação (que tem início em meados de 1965 e se estende até meados de 1982), a bolsa fica “de lado”, com grandes flutuações em torno de uma média de 870 pontos. Nesse período temos o controle de preços de 1971/72, o fechamento da “janela do ouro” pelos EUA em 1971, o câmbio flutuante introduzido em 1973, os choques do petróleo, a inexistência de credibilidade de Arthur Burns, Presidente do Fed, entre outras razões que não permitiam aos agentes enxergar uma política econômica coerente e consistente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a estabilização a partir de 1982, a bolsa entra numa longa trajetória de alta. A estabilização reduziu o risco macroeconômico. No entanto, o crash de 1987 foi um sinal de que, como argumentava Minsky (veja meu artigo anterior), “longos períodos de expansão econômica tendem a gerar excessos financeiros”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A qualidade da política econômica parece ser um fator importante na determinação do comportamento do mercado. A Figura 5 é mais uma demonstração disso. Quando Roosevelt assumiu a presidência, no “fundo do poço” da Grande Depressão, o mercado se animou. No entanto, logo que foram implementadas as políticas do NIRA (National Industrial Recovery Act) a bolsa “ficou de lado”. O NIRA incentivava a cartelização, fixação de preços e restrições à concorrência. Quando o NIRA foi declarado inconstitucional pela Suprema Corte, a bolsa volta a subir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para um período de tempo equivalente, no início dos anos 1970, como já pudemos observar na figura 4, as más políticas econômicas – controles de preços, “stop and go” ação unilateral repudiando regras internacionais, entre outras - também mantiveram a bolsa estagnada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHzz4nugYI/AAAAAAAAAIE/JdG9u25BAZI/s1600-h/fig5.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHzz4nugYI/AAAAAAAAAIE/JdG9u25BAZI/s400/fig5.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 6 compara o Dow no início da Grande Depressão com o que acontece atualmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH09TVxM_I/AAAAAAAAAIM/pWof9RE2GA8/s1600-h/fig6.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH09TVxM_I/AAAAAAAAAIM/pWof9RE2GA8/s400/fig6.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1929, a bolsa caiu 43% em 15 dias. Nova queda acontece quando os bancos começam a quebrar em outubro de 1930. Atualmente, a bolsa cai os mesmos 43% depois do evento Lehman. A diferença é que a queda acontece ao longo de seis meses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira apresentação do Plano Geithner (PPP) não foi bem recebida. Na segunda tentativa a bolsa volta ao “ponto de partida”. Vai continuar subindo? Vai depender das políticas econômicas e da percepção, por parte dos agentes, da “qualidade” destas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que as comparações com os anos 1930 não são adequadas. As ações de política são muito distintas. A figura 7 mostra a reação da política monetária.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH1bND3WcI/AAAAAAAAAIU/DY3Y9O-cctY/s1600-h/fig7.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH1bND3WcI/AAAAAAAAAIU/DY3Y9O-cctY/s400/fig7.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto em 1930/32 a política fiscal se preocupou em evitar déficits (um enorme tabu à época), os estímulos fiscais hoje “abundam”. Mesmo Roosevelt reduziu gastos (e contraiu moeda) em 1936 quando a economia mostrava recuperação. Resultado: recessão “brava” em 1937/38! Até que a economia se refaça do choque não se pode “brincar em serviço”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 8 mostra que o comportamento dos preços no regime “Padrão-Ouro” é bem distinto daquele que vigora num regime de “Fiat Money” (moeda fiduciária). A figura 9 mostra que a alta e posterior queda do CPI acompanha a alta e posterior queda do petróleo, uma situação que reflete mudança drástica de preços relativos, não podendo ser considerada elevação da inflação no período de alta ou deflação no período de queda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH85kRzxDI/AAAAAAAAAIc/JNwoUjtocHI/s1600-h/fig8.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH85kRzxDI/AAAAAAAAAIc/JNwoUjtocHI/s400/fig8.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH9ycTzBcI/AAAAAAAAAIk/whQs2wB1qEs/s1600-h/fig9.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH9ycTzBcI/AAAAAAAAAIk/whQs2wB1qEs/s320/fig9.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Em poucas palavras: Deflação nos dias atuais é algo difícil de ser construído. Um aumento da inflação é um resultado muito mais provável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A figura 10, que contrasta a produção industrial (funcionando como elemento representativo da economia real), mostra que o “aprendizado” econômico dos últimos 60 anos tornou a economia muito mais estável. Uma lição que certamente será tirada da crise atual é a da necessidade de criar instituições que evitem (ou minimizem) os “boom-busts” financeiros (preços de ativos).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH_AliyqQI/AAAAAAAAAIs/YpkkD2aiv28/s1600-h/fig10.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH_AliyqQI/AAAAAAAAAIs/YpkkD2aiv28/s400/fig10.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em termos de PIB, a recessão que teve início em dezembro de 2007, em duração (17 meses ao final deste mês) já é a mais longa desde a de 1929/33 (Grande Depressão). Talvez por isso a “dita cuja” é tão evocada! A figura 11 mostra que em termos de crescimento ela (até aqui) é comparável à de 1990/91, estando ainda distante da queda de crescimento apresentada na recessão de 1981/82 (considerada até então a “pior” desde a GD).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH_XJliRNI/AAAAAAAAAI0/l86KvwOyxJs/s1600-h/fig11.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StH_XJliRNI/AAAAAAAAAI0/l86KvwOyxJs/s400/fig11.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque penso que já no segundo trimestre de 2009 o resultado do PIB pode surpreender (podendo até ser ligeiramente positivo trim/trim anterior)? E que possivelmente o PIB to 1º Trimestre será revisado para cima?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem poucas relações estáveis em economia. Uma delas é a relação entre consumo (bens não duráveis e serviços já que o consumo de bens duráveis tem características de “investimento”). &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 12 mostra essa “estabilidade” de duas maneiras. Na figura 12A vemos que PIB e Consumo evoluem “paralelamente” (isto é, não se distanciam indefinidamente). Em outras palavras, PIB e Consumo têm uma “tendência comum”. Na figura 12B constatamos que de fato a razão Consumo/PIB flutua em torno de uma “média” que se mantém estável. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StIC7uFqeKI/AAAAAAAAAJM/QZNZecx1hhc/s1600-h/fig12.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StIC7uFqeKI/AAAAAAAAAJM/QZNZecx1hhc/s400/fig12.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se observar a “olho nu” (e isto é verificado através de testes estatísticos) na figura 12B que a variável que se “ajusta” para manter a relação é o PIB. Ou seja, quando a razão C/PIB cai abaixo da sua “média”, por exemplo, o crescimento do PIB no futuro se reduz para trazer a razão de volta para a “média”. Observe, por exemplo, que ao final dos anos 1990 a razão C/PIB cai abaixo da “média”. A queda do crescimento no início dos anos 2000 se “encarrega” de trazer a razão de volta para a “média”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observamos também na figura 12B que o período denominado Grande Moderação é caracterizado por flutuações muito menores da razão C/PIB (refletido em flutuações menores do próprio crescimento).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 13 reproduz, para melhor visualização, a figura 12B para o período mais recente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StIBzSvrW-I/AAAAAAAAAJE/TecYbukSTuQ/s1600-h/fig13.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StIBzSvrW-I/AAAAAAAAAJE/TecYbukSTuQ/s400/fig13.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No 1º trimestre de 2009 a razão C/PIB subiu “muito”. Como vimos na figura 12, isso não pode (dado a estabilidade da razão que é predicada péla teoria, não sendo apenas uma questão empírica) continuar. Para trazer a razão de volta em direção à “média”, o PIB deverá subir no futuro. Ou seja, uma parte significativa da queda verificada no PIB no 1º trimestre é vista como temporária (ou contém erro significativo de medida o que estaria indicando que a revisão será para cima).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 8 de maio de 2009 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-5913368504533481149?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/5913368504533481149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/10/o-que-importa-e-qualidade-da-politica.html#comment-form' title='38 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/5913368504533481149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/5913368504533481149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/10/o-que-importa-e-qualidade-da-politica.html' title='O que importa é a qualidade da política econômica'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/StHyTqGeXnI/AAAAAAAAAHs/SCWkSRhrU0M/s72-c/fig1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-8606434287123000096</id><published>2009-09-28T17:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T07:41:42.372-07:00</updated><title type='text'>"Sinais"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de João Marcus sobre a recessão. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A recessão teve início em dezembro de 2007. No entanto, somente foi “descoberta” oficialmente um ano depois, em dezembro de 2008. Recentemente, muito se tem discutido sobre se a recessão já teria terminado e sobre a natureza da retomada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oficialmente ainda se vai esperar um bom tempo para que o veredicto oficial seja dado. Por ocasião da última recessão, por exemplo, que durou de março a novembro de 2001, somente em novembro de 2001 o NBER anunciou que a recessão havia começado em março daquele ano e somente em julho de 2003 anunciou que ela havia terminado em novembro de 2001!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na recessão de julho de 1990 a março de 1991, o NBER também demorou em anunciar seu início e fim – respectivamente em abril de 1991 e dezembro de 1992. Foi, no entanto, muito mais rápido no caso da recessão de julho de 1981 a novembro de 1982, tendo anunciado seu início “apenas” seis meses depois, em janeiro de 1982 e seu fim em julho de 1983.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente parece mais fácil dizer quando uma recessão começou do que quando terminou. Essa característica é evidenciada nos casos das recessões de 1990/91 e 2001/01, cujo fim foi decretado quase dois anos depois de terem terminado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso pode estar relacionado ao fato de que, sendo o comportamento do emprego uma das duas variáveis mais enfatizadas pelo NBER (a outra é o comportamento da renda real menos transferências), a recuperação dessas duas recessões foi caracterizada como jobless recoveries (recuperações sem aumento do emprego), fato até então desconhecido e para o qual ainda não existe uma explicação completa. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 1 compara o comportamento do emprego (NFP) em torno (6 meses antes e um ano após) das recessões de 1973/75, 1981/82, 1990/91, 2001/01 e a atual 2007/-.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFW8agg6mI/AAAAAAAAAGs/lc13Ym4Cd5U/s1600-h/fig1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFW8agg6mI/AAAAAAAAAGs/lc13Ym4Cd5U/s400/fig1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As recessões de 1973 e 1981 foram profundas e longas. No entanto, a recuperação do emprego tem um formato , que caracteriza também a recuperação do próprio PIB. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grupo argumenta que as jobless recoveries de 1991 e 2001 estão associadas exatamente ao fato de que essas duas recessões foram brandas (“rasas”). Ou seja, se o “tombo” não foi forte, não há porque a recuperação ter que ser “exuberante”. A Tabela 1 indica a queda acumulada do PIB e do Emprego (NFP) entre o pico e vale nas recessões analisadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFXj-hqfcI/AAAAAAAAAG0/8TigVjX7yUA/s1600-h/fig2.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFXj-hqfcI/AAAAAAAAAG0/8TigVjX7yUA/s400/fig2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa ótica a recuperação da recessão em curso deveria ser robusta (em ), já que o “tombo” é o mais forte entre as recessões examinadas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outros argumentam que as longas expansões dos anos 1980 e 1990, que duraram, respectivamente, 92 meses e 120 meses foram, ao menos parcialmente, responsáveis pela escassez de emprego nas recuperações. Isso seria atribuído ao fato que os longos períodos de expansão foram um incentivo para que as empresas postergassem reestruturações organizacionais até a próxima redução do nível de atividade “atrasando”, dessa forma, o processo de novas contratações. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, essa característica de recuperação sem emprego não se verifica depois segunda mais longa expansão (106 meses) entre abril de 1961 e dezembro de 1969, como pode ser aferido na figura 2, deixando dúvidas com relação à validade geral da proposição. No caso, o emprego continua a subir depois de a recessão ter iniciado e começa a subir antes do seu término.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFXvkGdNAI/AAAAAAAAAG8/D3WWzsEGXrw/s1600-h/fig3.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFXvkGdNAI/AAAAAAAAAG8/D3WWzsEGXrw/s400/fig3.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma terceira explicação para a presença de jobless recoveries é a de que o mercado de trabalho sofreu mudanças fundamentais desde o início dos anos 1980. Duas mudanças são dignas de nota. Uma delas é derivada dos avanços na tecnologia de informação que permitiu a aplicação de métodos just in time não só na administração de estoques, mas também no mercado de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas práticas incluem o uso de horas extras, trabalho em tempo parcial e várias formas de terceirização, todas elas inovações nas práticas do mercado de trabalho que deram às empresas maior flexibilidade e contribuíram para a manutenção de quadros permanentes mais enxutos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A outra mudança, também provavelmente relacionada à natureza dos avanços tecnológicos, é a mudança no padrão de dispensa que ocorre durante períodos de retração da atividade econômica. Na figura 3 podemos observar que após a recessão de 1981/82, a proporção dos dispensados temporariamente caiu significativamente. Na recessão em curso temos o menor percentual de trabalhadores dispensados temporariamente. Pior, estas ao invés de aumentar durante a recessão como geralmente acontece estão caindo, ou seja, a proporção de dispensas permanentes está aumentando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na figura 4 vemos que o percentual da força de trabalho em regime parcial na recessão em curso “explodiu”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFX-cFUXyI/AAAAAAAAAHE/RZ_MT3-zvV8/s1600-h/fig4.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFX-cFUXyI/AAAAAAAAAHE/RZ_MT3-zvV8/s400/fig4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A implicação dessas duas observações para o comportamento do emprego na recuperação atual é clara: Quando a recuperação tiver início as horas trabalhadas devem aumentar sem um aumento correspondente do emprego. A natureza permanente das dispensas, por seu lado, indica que o problema do elevado desemprego tem características estruturais. Isso não é difícil de visualizar, bastando observar o que aconteceu com as indústrias de construção residencial, automobilística e financeira. Nesse caso a retomada do emprego também se distribui lentamente ao longo do tempo, impedindo uma recuperação em .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adicionalmente, o momento atual combina recessão com crise financeira. A experiência internacional mostra que essa combinação tende a resultar em aumentos desmesurados do desemprego (queda do emprego) como atestado na Tabela 1. Dois fatores são particularmente importantes para esse resultado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro é que esses episódios estão associados a uma forte queda do PIB (Tabela 1). Os desequilíbrios acumulados antes da crise tendem a reverter rapidamente quando a crise se manifesta, produzindo distúrbios significativos nos fluxos de crédito e quedas marcantes na riqueza dos agentes (ações e residências) implicando em drástica redução no consumo das famílias. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa característica da combinação de recessão com crise financeira (bancária ou de crédito) pode ser observada no último quadro da figura 5 que mostra a queda do consumo real de bens não duráveis e serviços (representando 60% do PIB), e que não dependem tanto de crédito, na recessão atual, indicando um comportamento bem distinto daquele percebido nas outras recessões (que não foram acompanhadas por crise financeira). &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFYSjhYnbI/AAAAAAAAAHM/ZHP4FSLomOM/s1600-h/fig5.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFYSjhYnbI/AAAAAAAAAHM/ZHP4FSLomOM/s400/fig5.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo é que a combinação de crise financeira com recessão pode ter um efeito sobre o emprego que extrapola o canal direto da queda do PIB. De modo geral, nessas ocasiões a incerteza aumenta significativamente, tendo um efeito negativo sobre o processo de contratação de trabalhadores. Adicionalmente, a correção dos desequilíbrios acumulados antes da crise pode exigir um período mais longo de realocação de trabalhadores para usos mais produtivos. O exemplo, apresentado nos jornais recentemente, da funcionária da indústria automobilística se “reinventando” para ser enfermeira ilustra bem o ponto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 6 mostra o comportamento da produtividade (produto por hora trabalhada) em torno das recessões. O resultado observado, de que a produtividade pouco se reduz (recessão de 1990/91) e continua a subir durante as recessões de 2001 e na atual, é consistente com a hipótese de mudanças significativas no mercado de trabalho a partir dos anos 1980, que tiveram o efeito de permitir uma utilização mais eficiente da mão de obra, que tem como uma de suas implicações o fenômeno da recuperação sem aumento do emprego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFYnRqYS2I/AAAAAAAAAHU/iV0QRbK5vIs/s1600-h/fig6.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFYnRqYS2I/AAAAAAAAAHU/iV0QRbK5vIs/s400/fig6.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A análise indica que a probabilidade de observarmos uma recuperação sem aumento do emprego é alta, apesar da forte queda do PIB e do emprego na recessão atual, ao contrário do observado nas recessões de 1990/91 e 20001. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o emprego não deve apresentar recuperação (e a taxa de desemprego deve se manter alta ou mesmo em elevação) por algum tempo ainda, os “sinais” de recuperação econômica vão continuar “embaralhados”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esta razão: (a) o NBER deve demorar em anunciar o fim da recessão (mesmo que ela já tenha terminado) e (b) os mercados (bolsas, juros e commodities) devem se manter voláteis, reagindo, por vezes de forma brusca, a “variações” nas notícias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro indicador importante para o NBER na sua função de datar o ciclo, como mencionamos anteriormente, é a renda real disponível excluindo-se as transferências (previdência, seguro desemprego, etc.). A figura 7 mostra (último quadro) que até o segundo trimestre desse ano não houve reversão da tendência de queda, sendo mais uma razão indicando que o NBER não possui evidências para decretar o fim da recessão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFZbnhmvSI/AAAAAAAAAHc/02qYbSqVoOs/s1600-h/fig7.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFZbnhmvSI/AAAAAAAAAHc/02qYbSqVoOs/s400/fig7.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O efeito dos rebates de imposto (não são considerados transferência) concedidos pelo Presidente Bush na recessão de 2001 e em 2008 estão assinalados, mas o interessante é comparar o comportamento da renda real disponível em torno das recessões de 1973/75 e a atual com o comportamento do consumo nos mesmos períodos ilustrado na figura 5.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto que na recessão de 1973/75 a renda real disponível caiu 5.6%, desde que a recessão atual teve início em dezembro de 2007 a queda da renda real disponível foi de “apenas” 2.2%. No entanto, durante a recessão de 1973/75 o consumo real de serviços e não duráveis cresceu 1.3% enquanto que desde o início da recessão atual sofreu uma redução de 1%.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é uma boa evidência de que os indivíduos/famílias interpretam a queda da renda observada atualmente como tendo características permanentes, enquanto que em 1973/75 a queda foi considerada temporária.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso tem várias implicações, com a mais importante sendo a de que é alta a probabilidade de o PIB “potencial” ter se reduzido . Nesse caso, é baixa a chance de observarmos uma retomada “exuberante” da atividade econômica já que o “hiato do produto” não é tão grande como muitos pensam, apesar da forte queda do PIB. Por isso, apesar de dizer no seu último comunicado que “... o Comitê (FOMC) continua antecipando que as condições econômicas provavelmente vão continuar requerendo níveis excepcionalmente baixos da taxa básica de juros por um período estendido de tempo”, a realidade pode se mostrar outra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aqui argumentei que a recuperação da economia não deverá ser “forte”. A outra questão é saber se, a despeito do “silêncio” do NBER, a recuperação está em curso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para isso não há alternativa que o apoio em “medidas” empíricas. Vou apresentar duas dessas que, coincidentemente ou não, estimam que o fim da recessão em curso se deu em torno de junho/09.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira, apresentada por Robert Gordon, que pertence ao comitê do NBER que data o ciclo, utiliza como variável indicativa a média móvel de quatro semanas dos novos pedidos de auxílio desemprego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 8 mostra um painel incluindo a recessão em curso e as cinco recessões anteriores . A barra cheia (vermelha) indica o momento do pico na média móvel dos novos pedidos de auxílio desemprego, enquanto a barra pontilhada (verde) indica o momento em que o fim da recessão foi oficialmente estabelecido (às vezes muito tempo depois como observei acima).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com uma única exceção observada na recessão de 1990/91, quando a recessão “terminou” uma semana antes do pico dos pedidos de auxílio desemprego, em todas as outras o fim da recessão foi oficialmente estabelecido como tendo ocorrido de quatro a seis semanas depois do pico nos pedidos de auxílio ter sido registrado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como na recessão em curso esse pico foi atingido no início de abril, pressupõe-se que a recessão tenha acabado em fins de maio ou junho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa medida visa somente dar uma indicação do momento em que a recessão terminou, não tendo qualquer implicação para a natureza da retomada posterior, ou seja, se essa vai ser mais “forte” ( ), mais “fraca” ( ) ou “muito anêmica” ( ), ou mesmo se economia se defrontará mais adiante com uma nova queda ( . &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFaSKHK2cI/AAAAAAAAAHk/y514DpmcN6M/s1600-h/fig8.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFaSKHK2cI/AAAAAAAAAHk/y514DpmcN6M/s400/fig8.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A outra “medida” é dada pelo indicador antecedente construído pelo The Economic Cycle Research Institute (ECRI), uma consultoria independente baseada em Nova Iorque. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 9 mostra os resultados do indicador antecedente (em base mensal) para a recessão em curso e quatro das últimas cinco recessões. Novamente, a linha cheia (vermelha) denota o mês em que a recessão teve início e a linha pontilhada (verde) o mês do fim da recessão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todos os casos nota-se que o indicador estava em queda antes do início da recessão e o “vale” se deu de um a três meses antes da decretação do término da recessão. Por essa “medida”, o final da recessão em curso aparentemente aconteceu no mês de junho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ECRI vai adiante e argumenta que o seu indicador semanal apresentado na forma de taxa de crescimento (figura 10) indica, nas palavras de Lakshman Achuthan, diretor executivo, “que as chances estão aumentando para que o início da retomada econômica em curso seja a mais forte desde o início dos anos 1980, visto que a taxa de crescimento registrada pelo indicador (13.4%) foi a maior desde aquela observada em 26 de agosto de 1983 (18%)”. Ou seja, uma conclusão bem distinta daquela desenvolvida acima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos trimestres seguintes à “previsão” dada pelo forte crescimento do indicador em agosto de 1983, o PIB chegou a crescer 8%. Em maio de 2003 o crescimento do indicador também foi elevado (próximo de 13%). Nos trimestres seguintes o PIB chegou a crescer 4%, a maior taxa de crescimento durante o ciclo de expansão entre final de 2001 e final de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro “sinal” de que a recuperação já foi iniciada é dado pelas notícias de recuperação que já foram registradas na Ásia (em particular China) no segundo trimestre de 2009 e notícias recentes de recuperação em países da zona do Euro, em especial Alemanha e França. Como o “tombo” foi global, seria de se esperar que a “retomada” também tivesse essa característica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O futuro, no entanto, é sempre incerto e dessa vez talvez mais do que o “normal”. Nesse ambiente, as oscilações de “humor” vão ter efeitos, por vezes drásticos, no comportamento dos mercados. Um exemplo disso foi a forte queda das bolsas mundiais na esteira de notícias “negativas” emanando da China no dia 17 de agosto. E já se discute abertamente sobre a possibilidade das “bolhas” na China estarem no “limite”...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;______________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes -18 de agosto de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-8606434287123000096?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/8606434287123000096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/sinais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8606434287123000096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8606434287123000096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/sinais.html' title='&quot;Sinais&quot;'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SsFW8agg6mI/AAAAAAAAAGs/lc13Ym4Cd5U/s72-c/fig1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-7931955130475112133</id><published>2009-09-19T05:39:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T05:39:18.510-07:00</updated><title type='text'>(Andima) Palavra do Gestor: Autonomia e responsabilidade num mercado criativo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Publicamos artigo de Luiz Roberto Calado sobre autonomia e responsabilidade. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tudo voltar ao normal no mercado financeiro, basta recorrer a modelos matemáticos mais sofisticados para a mensuração de risco ou então reforçar o papel das agências de rating. Mas, essa tese me parece simplista demais. Afinal de contas, é possível adotar um cenário suave e partir da premissa de que "o acaso não ouse" nos modelos quantitativos. O objeto de análise se apresenta em melhor situação do que a realidade impõe: a modelagem subestima a chance de o sistema colapsar. &lt;br /&gt;Ora, o entendimento do mundo econômico é inerentemente imperfeito, justamente porque dele fazemos parte. Muitos fatores afetam nossa percepção, mas o fato de estarmos inseridos no contexto que buscamos analisar é obstáculo para a exata compreensão sobre o que se passa. &lt;br /&gt;Segundo Martin Wolf, em painel no congresso da Iosco (International Organization of Securities Commissions), organismo internacional que representa os principais reguladores do mercado financeiro, as finanças se fundamentam em promessas, que podem ser quebradas pela sua própria natureza. O mercado se baseia no compromisso de administração de riscos e na confiança em seus modelos. Pelo visto, as promessas podem ser descumpridas.&lt;br /&gt;Posto isso, avaliemos as causas do problema, lembrando que os próprios motivadores da crise eram vistos com entusiasmo: uma inovação progressista por acelerar o crescimento de renda e riqueza. A empolgação dificultou análise da situação pelos tomadores de decisão e reguladores. O passo do mercado afastava-se cada vez mais da prudência adequada. Quem ousaria pensar no pior?&lt;br /&gt;A situação do setor financeiro melhorou, mas ainda está longe de ser boa. No caso do "subprime", o regulador deveria ter limitado a criação desses títulos. Era preciso disseminar o conhecimento sobre o real risco assumido, a verdadeira chance de "default" e os custos operacionais dos ativos em questão. Por outro lado, os reguladores têm exigido explicações dos agentes com posições vendidas (em ações ou derivativos), compreendendo as razões pela qual se optou por assumir os riscos da posição. Sabemos que derivativos são importantes e legítimos para o mercado, no entanto, vimos recentemente que trazem muita volatilidade sem a regulação adequada.&lt;br /&gt;Outros espaços abertos para o avanço da regulação são os centros internacionais de fundos "off shore", os quais devem aumentar urgentemente o "disclosure" dos seus "hedge funds". Para este mercado em geral, a falta de transparência não é mais aceitável, deve-se mitigar riscos relacionados à alavancagem alta desses instrumentos, bem como tornar mais nítido aos investidores as suas estratégias de mercado. &lt;br /&gt;Nesse contexto, de um lado, a Anbid e a Andima lideraram um painel na Iosco sobre o "suitability", processo que consiste em verificar se o produto financeiro (fundos, derivativos, CDBs, etc) está adequado ao perfil do investidor. De outro lado, em alguns meses será criada uma entidade privada exclusiva para desenvolver projeto da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), condução organizada de órgãos governamentais (BC, CVM, Susep, SPC) e das principais entidades do mercado brasileiro. O Enef aumentará a compreensão dos cidadãos para que possam fazer escolhas conscientes sobre seus investimentos. &lt;br /&gt;Afinal, constantemente, o mercado financeiro inventa novos produtos e serviços. Existe nessa liberdade de criação uma emboscada. Diante das inúmeras novas promessas é essencial ter em mente o equilíbrio entre a possibilidade de sucesso e o mais devastador dos eventos. É importante ir além da presença constante de regulação, incentivando as iniciativas educativas. &lt;br /&gt;Com o "suitability" e o Enef, o Brasil contribuirá com um grande ensinamento de como os setores privado e público podem trabalhar em sinergia para construir um modelo bem sucedido de regulação e educação do investidor. Vincular esses dois assuntos aprofundará a compreensão sobre os efeitos dos produtos e seus riscos, o que contribuirá para a regularização do sistema financeiro. Afinal, durante o Império Romano, Sêneca já dizia: "Aquilo que mais nos fere é o que não esperamos". É preciso saber como agir diante de certas liberdades do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Luiz Roberto Calado é vice-presidente Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef-SP) e gerente de Certificação Profissional e Educação de Investidores da Anbid.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E-mail: Lrcalado@usp.br &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-7931955130475112133?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/7931955130475112133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/andima-palavra-do-gestor-autonomia-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7931955130475112133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7931955130475112133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/andima-palavra-do-gestor-autonomia-e.html' title='(Andima) Palavra do Gestor: Autonomia e responsabilidade num mercado criativo'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-956159314725105737</id><published>2009-09-18T05:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T05:02:18.085-07:00</updated><title type='text'>A Volta da Apreciação Cambial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de João Marcus Marinho Nunes sobre variação cambial. Boa Leitura a Todos!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O real se valoriza – bateu R$ 2,44 por dólar no início de março deste ano e agora se encontra abaixo de R$ 2,10 – uma apreciação de 15%.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Luis Nassif, o país está entrando novamente na armadilha do câmbio. Para ele, como para muitos outros, trata-se de um círculo vicioso terrível, pelo qual a grande responsabilidade é do Banco Central, que mantém os juros internos muito acima dos juros internacionais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que não adianta olhar o Brasil isoladamente. Outros países, com taxas de juros muito mais parecidas com as taxas internacionais, “sofrem” do mesmo problema. Analisando o período recente – de meados de 2008 até agora observamos o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre final de junho de 2008 e final de fevereiro de 2009, coincidindo com a queda do petróleo e das commodities, o real teve uma depreciação de 53%. No entanto, o dólar australiano experimentou uma depreciação de 52%, o won coreano de 50%, a libra de 42% e o euro de 26%.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o final de fevereiro deste ano, com a volta do aumento nos preços do petróleo e muitas commodities, em relação ao dólar o real teve uma apreciação de 15%, o dólar australiano de 17%, o won coreano de 22%. A libra e o euro se apreciaram em 8%.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dada a semelhança nos movimentos cambiais de países tão diversos em termos de taxas de juros como Austrália, Coréia e Brasil, o diferencial de juros no Brasil não parece ser o fator que explica o movimento da taxa R$/Dólar, como argumentado por muitos analistas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Nassif: “Já caiu a ficha do BC de que não poderá tolerar outra rodada irresponsável de apreciação do real, como houve no final de 2007. Por outro lado, continua preso a uma ortodoxia exasperante. O caminho natural seria adquirir dólares no mercado à vista, sinalizando fortemente a intenção de impedir a apreciação do real”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah! Se boi voasse!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 11 de maio de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-956159314725105737?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/956159314725105737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/volta-da-apreciacao-cambial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/956159314725105737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/956159314725105737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/volta-da-apreciacao-cambial.html' title='A Volta da Apreciação Cambial'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-4644493690652585727</id><published>2009-09-07T12:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T05:34:53.052-07:00</updated><title type='text'>Fundamentando os riscos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de João Marcus sobre os fundamentos dos riscos. Boa Leitura e bom feriado da pátria!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não basta olhar a crise somente do seu aspecto financeiro. Essa é, certamente, sua parte mais visível, mas não ocorreu num vácuo ou mesmo induzida por um gigantesco surto de ganância. Sua manifestação foi permitida pela promoção de um ambiente econômico propício. É exatamente o entendimento desse ambiente econômico e como ele deveria mudar para ser consistente com a resolução da crise que vai nos permitir ter uma melhor apreciação dos riscos com que a(s) economia(s) se defrontam. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos EUA, desde o início dos anos 1990, temos o paulatino aumento dos incentivos governamentais à aquisição da casa própria. O programa foi certamente bem sucedido nos seu principal objetivo, que era o de aumentar o número de proprietários entre os membros das minorias. Assim, entre 1994 e 2006, enquanto o aumento da aquisição da casa própria pela população branca não hispanica foi de 8,3%, entre os hispanicos foi de 20,2%, entre os asiáticos de 17,2% e entre os afro-americanos de 14%.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 1 mostra que nos EUA a oferta de casas cresceu significativamente em termos reais do início dos anos 1990 até 2006 (acentuando-se após a crise da Ásia). Como esta realocação de recursos (agora direcionados para a construção de habitações) pode ser realizada sem causar “estragos” na economia, ou seja, mantendo a economia próxima do pleno emprego e com inflação baixa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVWyKQS-yI/AAAAAAAAAGE/ceo4EDsVrHM/s1600-h/fig1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVWyKQS-yI/AAAAAAAAAGE/ceo4EDsVrHM/s400/fig1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comércio internacional pode ter sido o caminho, por mais estranho que isto possa parecer dado o fato de que residências não são bens comercializáveis internacionalmente. Como exemplo (que pode ser generalizado para os países asiáticos de modo geral após a crise da Ásia em 1997), no início dos anos 1990, depois da implosão da “bolha” japonesa, o Japão tinha um excesso de oferta de casas enquanto que os EUA, dado o objetivo de promover a casa própria, tinha uma escassez de casas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para efetuar a transferência (de casas do Japão para os EUA), no Japão os recursos produtivos (trabalho e capital), vão se deslocar do setor de construção residencial para a produção de bens comercializáveis internacionalmente – exportáveis ou substituição de importação. Dada a vantagem competitiva relativa decorrente desse deslocamento de recursos produtivos, o Japão vai exportar mais para os EUA e importar menos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por seu lado nos EUA, onde existe uma escassez de casas, o capital e trabalho vão se deslocar da produção de bens comercializáveis para a construção de residências, importando mais e exportando menos para o Japão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 2 mostra que foi exatamente isso que aconteceu depois do início dos anos 1990, onde se observa que o superávit comercial do Japão com os EUA foi crescente. A figura 3 mostra que o aumento do déficit comercial americano com o resto do mundo cresceu acentuadamente depois da crise da Ásia. O déficit comercial americano se expandiu porque os americanos queriam mais casas (e bens de consumo duráveis e serviços como cassinos, parques temáticos, hospitais e universidades), enquanto na Ásia, em função da crise e a conseqüente queda da renda, os recursos foram transferidos para o setor de comercializáveis (tradables). Em suma, nos EUA a poupança foi reduzida enquanto que na Ásia ela foi incrementada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVba3myRjI/AAAAAAAAAGM/UjBW1PIx0WQ/s1600-h/fig2.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVba3myRjI/AAAAAAAAAGM/UjBW1PIx0WQ/s400/fig2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Note, observando a figura 1, que quando a construção de casas para de crescer em 2006 o déficit comercial americano (figura 3) para de aumentar. De modo mais abrangente, entre 2006 e 2009 o déficit em transações correntes dos EUA caiu pela metade, de 6% para 3% do PIB.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente o processo de “transformação de casas na Ásia em casas nos EUA” foi longe demais. Na prática os objetivos mirabolantes do governo americano acabaram resultando em um excesso de casas nos EUA, ocasionando, devido aos incentivos distorcidos associados aos esquemas de financiamento do “programa da casa própria para todos”, uma grave crise financeira, que se mostrou global. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A correção do desequilíbrio resultante exige que o “caminho inverso” seja trilhado, ou seja, um aumento da poupança nos EUA e redução na Ásia. Nos EUA já se percebe um aumento da poupança das famílias. Na Ásia, particularmente na China, as estruturas são muito mais rígidas, tornando o “caminho de volta” mais complicado, salpicado de barreiras estruturais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa razão, a recuperação econômica mundial em curso está baseada num equilíbrio temporário e instável no qual os EUA retardam o aumento da poupança nacional através do aumento do déficit fiscal (despoupança pública compensando o aumento da poupança privada) e a China reduz sua poupança aumentando os gastos públicos e inflando uma “bolha” de ativos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo de inflar uma “bolha” de ativos, na cabeça de alguns, seria o de aumentar a riqueza das famílias e reduzir a poupança. Esse raciocínio remonta à experiência japonesa da segunda metade dos anos 1980. Nesse contexto vale a pena, à luz dos acontecimentos contemporâneos, rever a experiência do Japão, apesar de o resultado final do experimento ser bem conhecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história pode ser contada de maneira resumida e ilustrada. Em 1985/87, as autoridades no Ministério das Finanças e Banco Central do Japão tinham que confrontar o problema de estimular a economia. Diante de uma dramática valorização do iene após o acordo do Plaza em setembro de 1985, e conseqüente redução do crescimento econômico pela via da redução das exportações, as taxas de juro foram trazidas ao nível mais baixo da história e a oferta monetária foi significativamente acelerada. Por outro lado, tendo acabado um programa de consolidação fiscal em seguida aos déficits públicos do final dos anos 70 e início dos anos 80, o Ministério das Finanças não estava preparado para promover uma expansão no estilo keynesiano. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A perpetuação do aumento nos preços dos ativos, especialmente imóveis e ações, parecia ser a saída. Como comentado por um funcionário anônimo do banco central em 1988: &lt;em&gt;“Nossa intenção era, primeiro, dar um empurrão nos preços de ações e propriedades. Com esses mercados em alta, as indústrias voltadas para a exportação teriam condições de se adaptar para uma expansão determinada pelo mercado interno. O efeito-riqueza decorrente da valorização de ativos induziria um aumento do consumo e, posteriormente, do investimento. Ao final, uma política monetária expansionista induziria uma retomada do crescimento econômico”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVcZ7R9gLI/AAAAAAAAAGU/wiVBV_MxJ0A/s1600-h/fig3.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVcZ7R9gLI/AAAAAAAAAGU/wiVBV_MxJ0A/s400/fig3.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Painel Japão ilustra os acontecimentos descritos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como no Japão na segunda metade dos anos 1980, o equilíbrio temporário vivido pela economia mundial atualmente depende da ação dos governos. Mais ainda do que no Japão nos anos 1980, as ações em curso englobam estímulos monetários e fiscais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ponto a se ter em mente é o de que uma “bolha” puramente associada a um excesso de liquidez que impacta um ou mais ativos financeiros não tem, como no caso de “bolhas” de tecnologia ou de imóveis, força de sustentação mais duradoura. Seu efeito multiplicador na economia como um todo é bastante limitado, tanto pelo lado da demanda, com seu possível efeito riqueza sobre o consumo sendo desprezível, como pelo lado da oferta, já que não estimula a produtividade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, um crescimento eventualmente mais rápido não tem a fundamentação de mercado necessária para sua sustentação. De todo modo, a divulgação de boas notícias no curto prazo excita os mercados financeiros. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As figuras 4 e 5 ilustram esse efeito de “bolha” induzida pelo excesso de liquidez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVdBqK_hnI/AAAAAAAAAGc/gAaqKzMQYyo/s1600-h/fig4.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVdBqK_hnI/AAAAAAAAAGc/gAaqKzMQYyo/s400/fig4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo especialistas em China, a retração recente no mercado acionário naquele país reflete certa “pressão” do governo, que gostaria de evitar uma implosão abrupta dos preços das ações. Por outro lado, pode estar refletindo o fato de que, como a recuperação no país teve início alguns meses antes do que nas outras economias, o “ajustamento” também começaria antes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No momento, o mercado acredita no “poder dos governos”. No entanto, começa a ganhar peso a opinião daqueles que acham provável uma nova queda da atividade econômica. Analistas e os próprios responsáveis pela implementação das políticas de estímulo têm se manifestado frequentemente sobre a “estratégia de saída” a ser adotada tanto pelos Bancos Centrais como pelos Departamentos do Tesouro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na opinião de uma minoria que vem crescendo, as autoridades vão brevemente se defrontar com uma situação tipo: “se ficar o bicho come”, ou seja: se mantiverem as perspectivas de altos déficits fiscais e elevada liquidez os “vigilantes” dos mercados de bônus vão “punir” os governos. As expectativas inflacionárias, independentemente do excesso de capacidade reinante, vão subir aumentando as taxas de juros dos títulos públicos longos, o que na prática colocaria a economia numa situação de “Estagflação”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alternativamente, “se correr o bicho pega”, ou seja: se levarem a sério a necessidade de redução dos elevados déficits fiscais e aumentarem impostos e/ou reduzirem gastos, além de iniciarem o processo de enxugamento da liquidez, correm o risco de brecar a recuperação colocando a economia numa situação de “Estagdeflação”. Como observado no “Painel Japão” acima, este foi o destino da economia japonesa nos anos 1990, já que, com o estouro da “bolha” de ativos, as autoridades optaram por contrair a liquidez. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a situação mais provável no contexto da economia americana? Nas duas últimas recessões, caracterizadas por jobless recovery (recuperação sem emprego), o Fed somente iniciou o processo de alta dos juros depois que a taxa de desemprego apresentou nítida tendência de queda. Isso pode ser verificado nas ilustrações da figura 6.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVdhCLAZ8I/AAAAAAAAAGk/oldwrhtsJ54/s1600-h/fig5.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVdhCLAZ8I/AAAAAAAAAGk/oldwrhtsJ54/s400/fig5.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na recessão atual, acoplada a uma crise financeira, tudo indica que a taxa de desemprego, atualmente superior a 9%, deve subir mais antes de começara a recuar lentamente. Desse modo tendo a apostar na estratégia de “ficar”, ou seja, na manutenção dos estímulos e juros “zero” ainda por algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse cenário de recuperação sem sustentação tendendo para uma situação de “estagflação”, alguns enxergam o comportamento do preço do petróleo como indicador antecedente de tendência inflacionária, com o aumento do seu preço sendo impulsionado pela abundante liquidez internacional, notadamente nos EUA e China. Como a sensibilidade do preço do petróleo aparenta ser baixa tanto pelo lado da demanda quanto da oferta, ele seria perfeitamente adequado para absorver o excesso de liquidez e refletir as expectativas de inflação antes de outras commodities. Por este prisma o comportamento do preço do petróleo nos últimos meses não é alvissareiro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independentemente de outras considerações, permanece o fato de que uma segunda “perna” de queda nas economias, o que daria ao processo o formato W, seria demonstração dos limites do poder dos governos. Nessa eventualidade, muito provavelmente os preços de ativos cairiam de modo significativo podendo permanecer deprimidos por longo período.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 28 de agosto de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-4644493690652585727?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/4644493690652585727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/fundamentando-os-riscos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/4644493690652585727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/4644493690652585727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/09/fundamentando-os-riscos.html' title='Fundamentando os riscos'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SqVWyKQS-yI/AAAAAAAAAGE/ceo4EDsVrHM/s72-c/fig1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-5694999330125650153</id><published>2009-08-29T15:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T15:48:20.843-07:00</updated><title type='text'>Magnitudes “naturais”, a política do Fed e Risco Moral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de João Marcus sobre o FED. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A “ciência econômica” moderna está cheia de magnitudes “naturais”. Temos a taxa natural de juros (Knut Wicksell), a taxa natural de desemprego (Milton Friedman) e o PIB potencial (natural ou normal) (Arthur Okun). E todas essas magnitudes naturais estão ligadas entre si e com a taxa de inflação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um conjunto de definições frequentemente utilizadas torna clara a conexão entre essas magnitudes. Assim, a taxa de juros natural é definida como a taxa real do Fed Funds (FF)&amp;nbsp;consistente com o PIB real sendo igual ao seu nível potencial na ausência de choques transitórios de demanda. Por sua vez, PIB potencial é definido como sendo o nível do PIB consistente com uma taxa de inflação estável na ausência de choques transitórios de oferta, enquanto que a taxa natural de desemprego é definida como aquela consistente com o PIB no seu nível potencial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desse modo, a taxa natural de juros é entendida como sendo a taxa real do FF consistente com inflação estável na ausência de choques de demanda e oferta. A “inflação estável” em questão é aquela definida, implícita ou explicitamente, como “meta”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Wicksell, no entanto, a ligação era direta, com sua definição (formulada em 1898) sendo: &lt;em&gt;“Existe certa taxa de juros sobre empréstimos que é neutra com respeito aos preços de commodities, não tendendo nem aumentá‐los ou reduzi‐los”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A versão moderna transformou a taxa natural de juros de Wicksell na taxa neutra imposta ao mercado pelo Banco Central com a intenção de controlar o nível da atividade econômica a cada momento de modo a manter a economia próxima do seu potencial. Desse modo, o Fed estaria respeitando o seu mandato: &lt;em&gt;“promover o máximo emprego e a estabilidade dos preços”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é que estas magnitudes “naturais”, “neutras” ou “potenciais” não são observadas, tendo, portanto, que ser estimadas. Por mais sofisticados que sejam os métodos usados nas estimações a imprecisão das estimativas é grande. Além disso, diferentes métodos de estimação dão resultados bem distintos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Exemplo dessas diferenças pode ser visto nas estimativas do PIB Potencial, a mais “badalada” das magnitudes “naturais”, da qual se extrai o famoso “hiato do PIB” como a diferença entre o PIB observado e o “Potencial”, com um hiato positivo indicando pressões inflacionárias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A figura 1 mostra o “hiato” estimado por Laubach e Williams (LW), do Fed de São Francisco. LW utiliza a Curva de Phillips, um modelo da relação positiva entre a inflação e o hiato do produto para extrair movimentos no hiato do PIB ao longo do tempo. Em resumo, uma inflação (núcleo) acima das previsões do modelo implica em um hiato positivo. Do mesmo modo uma inflação abaixo da prevista pelo modelo indica um hiato negativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A figura 2 representa o hiato do produto a partir do cálculo do PIB potencial baseado no consumo de bens não duráveis e serviços. Pela hipótese da renda permanente de Friedman, o consumo das famílias não depende de sua renda corrente, mas da sua renda permanente (aquela que deve perdurar no tempo). Por exemplo, um estudante de medicina tem uma renda corrente baixa, mas sua renda permanente deve ser elevada, permitindo um consumo corrente mais elevado do que aquele que seria indicado pela sua renda corrente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De modo mais geral, se os agentes percebem que a variação do PIB (renda) é temporária, não irão modificar seu consumo. No entanto, se a variação do PIB for interpretada como duradoura, o consumo vai se ajustar. Assim, uma estimativa do PIB potencial pode ser obtida da regressão do PIB no consumo (de bens não duráveis e serviços).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas duas figuras o hiato do produto é contrastado com aquele estimado pelo CBO (Escritório do Orçamento do Congresso), representando a estimativa oficial do hiato do PIB. O cálculo do hiato pelo CBO se baseia nas estimativas dos componentes do PIB potencial. Por definição o PIB potencial resulta da multiplicação do produto potencial por trabalhador (produtividade) e do total de trabalhadores quando a economia se encontra no pleno emprego (oferta de trabalho). As áreas hachuriadas denotam períodos de recessão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O CBO analisa os fatores que afetam o nível da produtividade potencial – incluindo o grau de educação e experiência dos trabalhadores e o capital e tecnologia disponíveis – assim como fatores que afetam a oferta de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmtTleMXBI/AAAAAAAAADs/ZaCNEK9kvEs/s1600-h/fig1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmtTleMXBI/AAAAAAAAADs/ZaCNEK9kvEs/s400/fig1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmtepNo9iI/AAAAAAAAAD0/bFd-RzuMYGk/s1600-h/fig2.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmtepNo9iI/AAAAAAAAAD0/bFd-RzuMYGk/s400/fig2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista, a semelhança entre as três estimativas do hiato é grande, mas no detalhe percebemos diferenças marcantes. Comparando o hiato dado por LW com aquele estimado a partir do consumo nos anos 1970, observa‐se que a partir da estimativa de LW o hiato se&amp;nbsp;mostra significativamente positivo enquanto que o hiato a partir do consumo se mantém, na maior parte do tempo, negativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como discutido acima, o hiato estimado por LW se baseia na inflação. Nos anos 1970, essa foi alta e crescente, indicando, pelo método de estimação do hiato de LW, que esse era positivo. Já no caso da estimativa pelo consumo, a inflação é somente um dos determinantes da expectativa de renda ao longo do tempo. Na prática, a estimativa de um hiato negativo, a despeito da presença marcante da inflação no período, está indicando que os agentes (consumidores) enxergavam a economia produzindo temporariamente abaixo do seu potencial, apesar da inflação. A estimativa do CBO, especialmente após o choque do petróleo ao final de 1973 está mais de acordo com as “antecipações” do consumidor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O contrário acontece na segunda metade dos anos 1990. Enquanto a estimativa do hiato de LW indica que a economia tinha “capacidade ociosa” (hiato notadamente negativo), já que a inflação estava baixa e em queda, os agentes “estimavam” que nem todo o aumento de produtividade no período era permanente, ou seja, o PIB observado se encontrava acima do seu “potencial”. Neste período, mais uma vez, a estimativa do hiato a partir do consumo é semelhante à estimativa estrutural do CBO.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre 2002 e 2007, as três estimativas de hiato, notadamente aquela dada pelo consumo, indicam que a economia estava evoluindo muito próxima do seu potencial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma característica que ressalta das figuras 1 e 2 é a maior variação do hiato estimado pelo CBO quando comparado àqueles estimados por LW e consumo. Isso é um fato marcante na recessão que teve início em dezembro de 2007. Enquanto o hiato estimado pelo CBO é um pouco maior do que ‐6% no primeiro trimestre de 2009, este se encontra um pouco abaixo de ‐ 2% pelas outras duas estimativas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rapidez do alargamento do Hiato medido pelo CBO é a principal razão por detrás do “medo” da deflação e, por simetria, da ausência de “medo” da inflação, apesar de toda a expansão de liquidez verificada nos últimos meses. A elevada “capacidade ociosa” indicada pelo hiato do CBO levou Krugman e DeLong a ridicularizarem, em março, aqueles que duvidavam das projeções do CBO no sentido de que mais a frente o déficit público seria reduzido, já que, como verificado historicamente, a retomada do crescimento seria robusta em função da ampla ociosidade na economia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A amplitude do hiato do CBO se deve ao fato de que o PIB potencial por ele calculado pouco varia, ao contrário do que acontece com o PIB potencial estimado por LW ou a partir do consumo. Enquanto o PIB potencial calculado por LW e a estimativa baseada no consumo indicam que houve uma queda substancial do PIB potencial, esse pouco variou de acordo com o CBO. A figura 3 ilustra comparando o crescimento do PIB potencial calculado pelo CBO com aquele estimado a partir do consumo. A figura 4 mostra para os anos recentes o comportamento do PIB observado e do PIB potencial, tanto o do CBO quanto o estimado a partir do consumo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A natureza e intensidade do choque propiciado pela crise do subprime é mais compatível com a observação de uma queda do PIB potencial. Isso também é conforme com as pesquisas feitas por Rogoff sobre crises financeiras em diversos países e em diferentes épocas. Adicionalmente, indicadores mais qualitativos do PIB potencial, como “percepções sobre o mercado de trabalho”, “sondagens de empresas” e “vagas de trabalho oferecidas” também indicam que este deve ter sido reduzido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmtszOcTwI/AAAAAAAAAD8/CkOH4oycLyU/s1600-h/fig3.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmtszOcTwI/AAAAAAAAAD8/CkOH4oycLyU/s400/fig3.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmt1NueBhI/AAAAAAAAAEE/-HLx2tuOsug/s1600-h/fig4.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmt1NueBhI/AAAAAAAAAEE/-HLx2tuOsug/s400/fig4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A sabedoria convencional e a estimativa “oficial” do hiato do PIB (CBO) indicam que os EUA estão na sua segunda pior recessão depois da de 1981/82 (ver Figuras 1 e 2). Baseado naquela “experiência”, essa recessão deveria causar uma significativa redução da inflação núcleo (exclui energia e alimentos). No entanto, ao contrário de 1981/82, agora a inflação inicial era baixa, flutuando em torno da “meta” de 2%, trazendo, assim, riscos significativos de deflação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A figura 5, no entanto, mostra que isso não se verifica, com a inflação praticamente não variando nos últimos 2 anos. Aqueles que acreditam piamente na “teoria do hiato” como o principal determinante da inflação devem enxergar nisso uma “prova” de que o “grau de ociosidade” ou hiato do PIB deve ser bem menor do que o que está sendo indicado pela estimativa “oficial”, ou seja, o PIB potencial se reduziu significativamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, o risco de deflação, tão temido pelos responsáveis pela política monetária, em especial Bernanke, pode ser bem menor do que se poderia imaginar. Com toda a expansão monetária em curso, acompanhada do volume de “estímulos” fiscais já definidos e os prospectivos, não&amp;nbsp;seria surpresa se em breve o “pêndulo” do sentimento se voltasse mais nitidamente para o risco de inflação, uma reprise da estagflação dos anos 1970!&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmt9sTbKfI/AAAAAAAAAEM/0agLdHeMNbY/s1600-h/fig5.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmt9sTbKfI/AAAAAAAAAEM/0agLdHeMNbY/s400/fig5.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmuE8KgG_I/AAAAAAAAAEU/UJ0oA82NDnM/s1600-h/fig5b.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmuE8KgG_I/AAAAAAAAAEU/UJ0oA82NDnM/s400/fig5b.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De toda essa discussão, se alguma conclusão pode ser tirada essa é a de que o hiato do PIB como “coordenador” da política monetária, isto é, a escolha do juro “neutro” de modo a que o Fed possa satisfazer seu mandato de (a) manter o máximo emprego/crescimento e (b) a estabilidade dos preços (inflação na “meta”), confere um elevado grau de “arte” a “ciência” da política monetária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como Greenspan disse uma vez, o Fed “tateia no escuro” (pelo menos na penumbra). Durante a maior parte dos seus dezenove anos à testa do Fed Greenspan “tateou”. Hoje é considerado por muitos como o maior culpado pela crise que assola o mundo, especialmente por ter mantido os juros baixos demais entre 2001 e 2004.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, presidiu sobre a maior parte do tempo em que vigorou a chamada “Grande Moderação”, que nada mais reflete do que a bem sucedida execução do seu “mandato”. Crescimento estável e inflação e desemprego baixos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para situar a discussão da política do Fed ao longo da “era Greenspan”, a figura 6 mostra as principais variáveis macroeconômicas nos 22 anos entre 1960 e 1982 e nos 22 anos entre 1983 e 2005 (com Greenspan à testa do Fed entre meados de 1987 e janeiro de 2006).&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmuSn7qH1I/AAAAAAAAAEc/LRW_f9ltgPo/s1600-h/fig6.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmuSn7qH1I/AAAAAAAAAEc/LRW_f9ltgPo/s400/fig6.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmucMn-jqI/AAAAAAAAAEk/l6PFRfxEuhM/s1600-h/tab1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmucMn-jqI/AAAAAAAAAEk/l6PFRfxEuhM/s400/tab1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por qualquer critério o desempenho da economia pós 1982 foi “estelar”, caracterizada especialmente pelas reduções das volatilidades (Desvio Padrão) das variáveis. Também notável é o fato de que enquanto entre 1960 e 1982 a economia esteve oficialmente em recessão 22.3% do tempo, entre 1983 e 2005 esse percentual foi de somente 6.1%! Nos 22 anos compreendidos entre 1918 e 1940 o percentual do tempo passado em recessão foi de 43%, dominado que foi pela Grande Depressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como não se pode acusar Greenspan de não ter atingido os objetivos do seu mandato, a “arma” utilizada para “imolar” Greenspan é a Regra de Taylor. Quando concebida por John Taylor de Stanford no início dos anos 1990 foi considerada uma boa descrição da atuação do Fed no período pós 1984, podendo ser útil como instrumento para previsão da política monetária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o tempo a “Regra” foi transformada de instrumento de descrição em instrumento de prescrição. O próprio Taylor se encarregou de tentar elevar o status da sua “Regra”. Para Taylor:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Se a regra de política chega próxima de descrever o comportamento observado do Fed em anos recentes e se os membros do FOMC acreditam que esse desempenho foi bom e que deveria ser replicado no futuro sob um conjunto de circunstâncias diferentes, então uma regra de política poderia servir de guia para discussões futuras. Isso pode ser particularmente relevante quando de mudanças nos quadros do FOMC. Tal regra de política poderia se tornar um guia para FOMC´s futuros”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fantástico! Se estivéssemos falando de vestibular seria como se algum cursinho tivesse conseguido elaborar a apostilha que garantisse a todos os candidatos que estudassem por ela&amp;nbsp;entrar na escola de sua escolha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é exatamente a “Regra” (enquanto instrumento prescritivo)? Da forma mais simples, ela prescreve juros mais altos quando a inflação excede a “meta” e/ou quando a economia está “aquecida” (acima do “potencial”) e juros mais baixos quando o oposto é verdadeiro. Quando&amp;nbsp;esses objetivos (inflação na “meta” e “pleno emprego”) conflitam, a “Regra” indica a manipulação correta dos juros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A equação padrão da Regra de Taylor pode é escrita como (baseada numa “meta” de inflação &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de 2% e na suposição de uma taxa real de juros “neutra” também de 2%):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmunFO-ATI/AAAAAAAAAEs/k3wkOpNuhOg/s1600-h/texto.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmunFO-ATI/AAAAAAAAAEs/k3wkOpNuhOg/s400/texto.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmuu2iuxeI/AAAAAAAAAE0/xLWd5lgvMWU/s1600-h/fig7.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmuu2iuxeI/AAAAAAAAAE0/xLWd5lgvMWU/s400/fig7.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início do período, a taxa FF praticada é maior do que aquela ditada pela RT. Isso se dá porque o Fed buscava credibilidade depois de mais de uma década de inflação fora do controle.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O período crítico, tido como responsável pela crise em curso, é o que vai de meados de 2001 a meados de 2004, período durante o qual o juro praticado ficou “baixo demais” dando “asas às cobras especulativas no mercado imobiliário”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhando novamente a figura 6 e tabela 1, me sinto compelido a “defender” Greenspan. Talvez o erro não esteja no fato de que os juros permaneceram “baixos demais por tempo demais”, mas sim que outras funções do Fed (supervisão do sistema, por exemplo) tenham sido deixadas de lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A figura 8 mostra o “detalhe” do período em questão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das razões dadas para a redução da taxa FF a 1% foi a de que o Fed estava bastante preocupado com a possibilidade de deflação. Em palestras em 2003 Bernanke (especialista na Grande Depressão) chegou a levantar a hipótese de que o Fed poderia comprar títulos longos do Tesouro, ganhando o apelido de “Helicopter Ben” em alusão a uma antiga parábola de Friedman para explicar os efeitos de uma expansão monetária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto o temor de deflação perdurou, a taxa FF se manteve “muito baixa”. O que Bernanke não fez em 2003, comprar títulos longos do Tesouro, fez em 2009!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como ilustra a figura 8, a economia se mostrava bastante “fraca” em 2002/2003 mesmo com o fim da recessão de 2001 (hiato negativo). Simultaneamente a inflação caia significativamente abaixo da sua “meta”. Como as ações da Nasdaq haviam despencado em 2000, induzindo uma forte retração no investimento, estava “pintado” um cenário que resgatava memórias de 1929.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa é a explicação mais razoável para a queda e manutenção em nível baixo da taxa de juros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmu5itFdDI/AAAAAAAAAE8/RtDG7-6C1sk/s1600-h/fig8.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmu5itFdDI/AAAAAAAAAE8/RtDG7-6C1sk/s400/fig8.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvBTLL5WI/AAAAAAAAAFE/lOGCy5kGfks/s1600-h/fig8b.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvBTLL5WI/AAAAAAAAAFE/lOGCy5kGfks/s400/fig8b.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvJY2JK_I/AAAAAAAAAFM/2dC_CY5ZsWU/s1600-h/fig8c.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvJY2JK_I/AAAAAAAAAFM/2dC_CY5ZsWU/s400/fig8c.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A “história” oficial contada pela figura 8 está baseada na teoria do hiato da inflação. Uma “história” alternativa, que possivelmente melhor explica a forte redução da inflação em 2002 e 2003 que causou tanto medo de deflação, pode ser contada baseada no que estava acontecendo com a moeda no período.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inflação é um fenômeno monetário, refletindo um “desequilíbrio” entre oferta e demanda de moeda. Se a oferta de moeda crescer mais do que a demanda de moeda, o resultado vai ser um aumento da inflação. Se crescer menos do que a demanda, a inflação tende a cair. O problema é a instabilidade da demanda de moeda (velocidade) que se verifica nos últimos 35 anos. No entanto, existe um agregado monetário que manteve, ao longo do tempo, uma relação estável com seus determinantes (renda e custo de oportunidade). Este agregado é o chamado MZM (Money Zero Maturity), ou “moeda de prazo zero”, composta dos elementos perfeitamente líquidos de M2.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, se definirmos a base monetária como o agregado que representa a “oferta” de moeda e MZM como representante da “demanda” de moeda, deveríamos observar uma queda da inflação se MZM crescer acima da base monetária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A figura 9 mostra o que estava acontecendo com esses agregados monetários no período “crítico”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvUjZxffI/AAAAAAAAAFU/DwcxBpmmcFg/s1600-h/fig9.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvUjZxffI/AAAAAAAAAFU/DwcxBpmmcFg/s400/fig9.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 2000 a base foi fortemente contraída para “compensar” a expansão ocorrida em 1999 na antecipação do “bug do milênio”. Por outro lado, o crash da Nasdaq incitou um aumento da demanda por liquidez, levando a um forte crescimento de MZM, que também foi afetado pela queda do seu custo de oportunidade em função da redução dos juros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanto a queda da inflação em 2002/03 como sua volta em direção à meta a partir do final de 2003 quando a “oferta” monetária volta a crescer um pouco acima da “demanda”, são consistentes com essa “história”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A "história” convencional de que a crise se deve ao fato de a política monetária ter desrespeitado a Regra de Taylor, mantendo os juros baixo demais por tempo demais, incitando a especulação imobiliária não é muito convincente como discuto adiante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A figura 10 reproduz para o início dos anos 1990 a figura 8. Ali vemos também que os juros ficaram muito aquém do recomendado pela “Regra”. No início dos anos 2000, o crash da Nasdaq e o hiato negativo do produto (que estariam por trás da queda da inflação abaixo da “meta” e do medo da deflação) “explicam” a ação do Fed.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início dos anos 1990 a ação do Fed está ligada também a uma economia “fraca”, com o hiato do PIB significativamente negativo, aos problemas das Associações de Poupança e Empréstimo (S&amp;amp;L) e aos problemas de vários bancos com a dívida externa de países emergentes. O preço real dos imóveis que havia subido 18% entre 1985 e 1989 cai 13% entre 1990 e 1993 (Figura 11). Só quando esses preços se estabilizaram é que o Fed retomou a alta dos juros, que subiram de 3% ao final de 2003 a 6% em janeiro de 1995.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvefjTmEI/AAAAAAAAAFc/g8S4gwk0xUY/s1600-h/fig10.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvefjTmEI/AAAAAAAAAFc/g8S4gwk0xUY/s400/fig10.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvmNv_xPI/AAAAAAAAAFk/eP0gFAMSNsA/s1600-h/fig10b.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvmNv_xPI/AAAAAAAAAFk/eP0gFAMSNsA/s400/fig10b.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvuLmRQ8I/AAAAAAAAAFs/JV3JlUo3Hos/s1600-h/fig10c.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmvuLmRQ8I/AAAAAAAAAFs/JV3JlUo3Hos/s400/fig10c.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmv87T6SbI/AAAAAAAAAF0/_LHce7ag8Vc/s1600-h/fig11.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/Spmv87T6SbI/AAAAAAAAAF0/_LHce7ag8Vc/s400/fig11.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De modo interessante, observa‐se que o aumento do preço real das residências entre 1985 e 1989 se dá num momento em que, como se percebe na figura 7, a taxa FF se encontra acima daquela “recomendada” pela “Regra de Taylor”. Ou seja, naquela época os empréstimos de qualidade duvidosa que se seguiram às desregulamentações das S&amp;amp;L´s no início dos anos 1980 não foram “induzidos” por uma taxa de juros FF excessivamente baixa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A “bolha” da Nasdaq não decorre tampouco dos juros “excessivamente baixos” entre 1991 e 1993, inclusive porque os preços só mostram exuberância muitos anos depois. No entanto, de modo semelhante ao observado na Figura 11, assim que a “bolha estoura”, os juros são reduzidos e mantidos “baixos” até que os preços se estabilizam. A Figura 12 ilustra.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmwHNjfUoI/AAAAAAAAAF8/RdHTAK7XRb4/s1600-h/fig12.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmwHNjfUoI/AAAAAAAAAF8/RdHTAK7XRb4/s400/fig12.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa redução dos juros que acompanham degringoladas nos preços de ativos ficou conhecida como a “put de Greenspan” (agora de Bernanke). Uma put protege o investidor contra a queda do preço de um ativo através da opção de vendê‐lo a um preço pré determinado até a data do vencimento do contrato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nome de Greenspan foi ligado ao conceito quando os investidores passaram a acreditar que o FOMC não aumentaria os juros para restringir uma elevação nos preços dos ativos (ações, imóveis), mas que reduziria os juros – rapidamente, vigorosamente e intencionalmente – para frear uma queda. Esse tipo de intervenção do Fed soa muito boa para ser verdade, e é mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Basta ver a “montanha russa” das ações da Nasdaq ou a dos preços dos imóveis residenciais nos últimos anos. Mas de todo modo, as ações do Fed passaram a ser vistas como indutoras de risco moral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já demonstramos que as ações do Fed nos últimos 25 anos foram tomadas com o objetivo de estabilizar a economia. Nesse sentido, seu sucesso não pode ser negado, como visto na figura 6 e Tabela 1.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, o “encantamento” com a estabilidade macroeconômica (e com a capacidade de o Fed obtê‐la, mesmo em situações adversas) teve consequências não intencionadas:&lt;strong&gt; Quanto melhor o desempenho do Fed maior será o “seguro” contra recessões e, portanto, maior o risco moral que o acompanha.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela lógica, aqueles que “acusam” o Fed de “promover” o risco moral devem ter “saudade” dos períodos em que a economia passava 20%, 30% ou 40% do tempo em recessão, já que a manifestação de um ambiente de alto risco induziria um comportamento mais “conservador” dos agentes, resolvendo o problema de risco moral!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ter bem claro que a redução dos riscos macroeconômicos conseguidos nas últimas décadas é um “bem” valioso é o que deve nortear as ações na tentativa de resolver a crise. Simplesmente “mais governo” ou “mais regulamentação” não é a resposta correta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;___________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 2 de julho de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-5694999330125650153?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/5694999330125650153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/magnitudes-naturais-politica-do-fed-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/5694999330125650153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/5694999330125650153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/magnitudes-naturais-politica-do-fed-e.html' title='Magnitudes “naturais”, a política do Fed e Risco Moral'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpmtTleMXBI/AAAAAAAAADs/ZaCNEK9kvEs/s72-c/fig1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-4397168368068288748</id><published>2009-08-27T13:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:32:53.782-07:00</updated><title type='text'>Assimetria Informacional e Governança Corporativa - A autorregulaçaõ pode atenuar conflitos de agência?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de minha autoria e de Danyel Reimão dos Santos sobre Governança Corporativa. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O discurso do aumento do poder dos órgãos reguladores vem se generalizando em todas as mídias, principalmente após o desembolso de&amp;nbsp;trilhões de dólares feitos pelo governo norte-americano para o setor financeiro como tentativa de estancar os prejuízos dos bancos e Agentes financeiros em geral e evitar perdas por parte dos investidores. Os números de instituições financeiras que sofreram intervenção pelos órgãos reguladores no mercado norte-americano são expressivos e demonstram parte das conseqüências da chamada crise do subprime. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas questões importantes estão no centro da crise: como o regulador pode lidar com as questões de agência, ou seja como um participante externo a uma companhia pode amortecer ou atenuar problemas em &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;formação, oriundos de divergências ou de convergências entre controle e execução? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Governança Corporativa pode exercer dentro das organizações a função de autorregular os conflitos de agência de uma forma isenta? Recentemente substanciais prejuízos gerados pelo uso de instrumentos Derivativos por companhias abertas no Brasil levaram o Regulador a alterar e aumentar o nível de exigência ou disclosure das informações a serem divulgadas publicamente, esta atitude de caráter reativo veio como uma resposta a própria inércia da legislação que não se modernizava desde 1995, sendo que o número de crises vivenciadas pela Economia Brasileira neste mesmo período implicava uma evolução da norma jurídica como uma atitude de caráter prudencial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois exemplos interessantes sobre as dificuldades da regulação prudencial são a criação da SEC – Securities Exchange Comission nos Estados Unidos em 1934 e da Comissão de Valores Mobiliários - CVM no Brasil em 1976, motivadas por seqüelas de crises de bolsas que causaram não só prejuízos, mas um grande desânimo para reativar o Mercado de Capitais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O regulador parte da premissa que os agentes financeiros conhecem as normas de funcionamento e que o incentivo existente pelo não cumprimento das mesmas funcionaria como um amortecedor à problemas de gestão temerária. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta premissa, embora do ponto de vista ético seja perfeita, ignora as pressões e conflitos vivenciados dentro das corporações em função da assimetria informacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso,as decisões tomadas dentro das organizações modernas refletem um ambiente organizacional complexo, onde é necessária a confiança dos financiadores nos administradores de recursos das companhias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indivíduos, porém, possuem conflitos de interesses pessoais dentro de uma mesma empresa e possuem informações diferentes com relação à mesma empresa e a função que exercem dentro dela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adicionalmente, todas as empresas têm relacionamentos comerciais e financeiros com agentes externos a elas, tais como bancos , acionistas minoritários, sindicatos que congregam seus trabalhadores, seus clientes e com os reguladores que acompanham os desdobramentos de todos os atos oficias das empresas e os impactos no conjunto dos stakeholders. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais agentes externos, intuitivamente, dispõem de menos informação do que os protagonistas internos, que pertencem aos quadros gerenciais da empresa. Surge ai o problema da assimetria informacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é necessário que as organizações tenham uma comunicação unificada por meio da Contabilidade e de sua linguagem contábil, que é a linguagem dos negócios e que pode ser utilizada sob diversos aspectos, para que exista uma difusão de informações entre os diversos agentes e usuários, e para coordenar os contratos existentes entre os agentes econômicos envolvidos com a empresa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, observam-se dentro das empresas dois grandes problemas: o da Assimetria Informacional e o do Accountability, sendo este último o problema de saber o que e a quem divulgar informações relevantes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o conflito de interesses entre os agentes é inerente ao processo de informação de uma corporação existe um conjunto de mecanismos de incentivo e controle, internos e externos, que visam minimizar os custos decorrentes do problema de agência, denominado Corporate Governance ou Governança Corporativa (GC). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Conselho de Administração, a política de remuneração, a estrutura da propriedade e controle, são exemplos destes mecanismos de Governança. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________ &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*Ricardo Humberto Rocha e * Danyel Reimão dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-4397168368068288748?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/4397168368068288748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/publicamos-artigo-de-minha-autoria-e-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/4397168368068288748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/4397168368068288748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/publicamos-artigo-de-minha-autoria-e-de.html' title='Assimetria Informacional e Governança Corporativa - A autorregulaçaõ pode atenuar conflitos de agência?'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-9134603792354071402</id><published>2009-08-25T19:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:32:08.082-07:00</updated><title type='text'>A recessão acabou?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pulicamos artigo de João Marcus Marinho Nunes sobre a recessão. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um mês, Robert Gordon, da Universidade Northwestern e membro do comitê do NBER responsável por datar o ciclo econômico desde 1978, escreveu nota discutindo a estreita relação que descobriu existir entre os picos cíclicos dos novos pedidos de seguro desemprego (medido na forma da média móvel de quatro semanas) e o piso da recessão. Sua conclusão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“É sempre arriscado tirar conclusões definitivas, mas o pico recente nos novos pedidos de seguro desemprego que se manifestou na primeira semana de abril se assemelha bastante aos picos observados nas recessões anteriores para me permitir concluir que um novo pico de fato ocorreu... Esse raciocínio me leva a concluir que o piso da recessão deve se dar em maio ou junho de 2009, bem mais cedo do que esperado pela maioria dos previsores profissionais...”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A comparação é feita tomando como base as últimas cinco recessões – 1973/75, 1980, 1981/82, 1990/91, e a de 2001. É óbvio, como diz Gordon, que se o NBER usasse os dados de novos pedidos como um dos critérios para determinar a data do fim da recessão, essa “descoberta” seria tautológica. No entanto, tendo participado do comitê por mais de 30 anos, Gordon atesta que nunca foi dada a menor consideração nas deliberações aos dados de novos pedidos ou mesmo à taxa de desemprego. Segundo Gordon, o nível corrente do emprego (NFP) está entre as quatro variáveis de frequência mensal que são consideradas pelo comitê, mas como poderemos observar adiante, esta variável não guarda qualquer relação com os novos pedidos de seguro desemprego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O painel 1 mostra o comportamento dos novos pedidos de seguro desemprego (novos pedidos) durante as 10 semanas anteriores e posteriores ao pico (denotado pela linha pontilhada verde). A linha cheia vermelha denota o final da recessão estabelecida como ocorrendo na terceira semana do mês de referência.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSR08w4g_I/AAAAAAAAACk/vAaQOb5LwF8/s1600-h/fig1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSR08w4g_I/AAAAAAAAACk/vAaQOb5LwF8/s400/fig1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSTIzzcBnI/AAAAAAAAACs/Y4IuRRryY4Q/s1600-h/fig2.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSTIzzcBnI/AAAAAAAAACs/Y4IuRRryY4Q/s400/fig2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSTiY53vFI/AAAAAAAAAC0/2LhyuLIJLYY/s1600-h/fig3.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSTiY53vFI/AAAAAAAAAC0/2LhyuLIJLYY/s400/fig3.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pico de novos pedidos ocorre de 4 semanas (recessão de 2001) a 6 semanas (recessões de 1973/75, 1980, 1990/91). Na recessão de 1990/91, o pico de novos pedidos se dá 2 semanas após o término da recessão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na recessão em curso, a queda dos novos pedidos depois do pico é “suave”. Mas isso também ocorreu após o pico na recessão de 1973/75 e, de certa forma, após o pico na recessão de 1980. Essa característica contrasta com a forte queda de novos pedidos após o pico nas recessões de 1981/82, 1990/91 e 2001. Não vou especular sobre possíveis razões, mas como observei acima, essa característica não guarda relação com o nível de emprego como talvez fosse natural de se pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso pode ser observado no painel 2, que mostra o comportamento do emprego (NFP) do momento em que a recessão oficialmente tem início até 10 meses após o seu fim,assinalado pela linha vermelha.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSYG_07OnI/AAAAAAAAAC8/3Vsn-eSl6jM/s1600-h/fig4.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSYG_07OnI/AAAAAAAAAC8/3Vsn-eSl6jM/s400/fig4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSYjiVBRdI/AAAAAAAAADE/NPua1Iy2jSw/s1600-h/fig5.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSYjiVBRdI/AAAAAAAAADE/NPua1Iy2jSw/s400/fig5.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSZj1eto3I/AAAAAAAAADM/z1EliSYeD_4/s1600-h/fig6.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSZj1eto3I/AAAAAAAAADM/z1EliSYeD_4/s400/fig6.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas recessões de 1973/75, 1980 e 1981/82, o emprego começa a subir concomitantemente ou logo após o fim da recessão. Nas recessões de 1990/91 e 2001, o comportamento do emprego é bem distinto continuando a cair e permanecendo baixo por longo tempo após o fim da recessão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Note que nas recessões de 1990/91 e 2001, isso se dá apesar da forte queda de novos pedidos como pode ser observado no Painel 1. No sentido oposto, na recessão de 1973/75 ou de 1980, a relativamente forte recuperação do emprego não impede uma lenta queda dos novos pedidos. Assim, não podemos relacionar o comportamento do emprego com o de novos pedidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O painel 3 mostra o comportamento do PIB durante e nos 3 trimestres seguintes ao final da recessão (assinalado pela linha vermelha). Com exceção da recessão de 2001 (em que o PIB caiu um único trimestre e não ficou negativo na comparação anual), em todos os outros casos a tendência do PIB inverte com o final da recessão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, se não houver nenhum “cisne negro” no caminho, o PIB deve mostrar crescimento no 3º trimestre de 2009, com o fim da recessão (posteriormente) sendo decretada como tendo ocorrido em maio ou junho de 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSaMmDG7GI/AAAAAAAAADU/aWOag_0iRmc/s1600-h/fig7.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSaMmDG7GI/AAAAAAAAADU/aWOag_0iRmc/s400/fig7.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSauEP2_HI/AAAAAAAAADc/OEX-VTrUN8M/s1600-h/fig8.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSauEP2_HI/AAAAAAAAADc/OEX-VTrUN8M/s400/fig8.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSbzCereZI/AAAAAAAAADk/F3qdS-oPRQc/s1600-h/fig9.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSbzCereZI/AAAAAAAAADk/F3qdS-oPRQc/s400/fig9.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa “conclusão” é consistente com as indicações que estão sendo dadas pela razão consumo (de não duráveis e serviços)-PIB como discuti recentemente. Em resumo, como essa razão está acima da sua média (constante) de longo prazo, o PIB deve crescer para trazer a razão de volta à média.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 5 de junho de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-9134603792354071402?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/9134603792354071402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/pulicmos-artig-dejoao-marcus-marinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/9134603792354071402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/9134603792354071402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/pulicmos-artig-dejoao-marcus-marinho.html' title='A recessão acabou?'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpSR08w4g_I/AAAAAAAAACk/vAaQOb5LwF8/s72-c/fig1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-7872343625072253176</id><published>2009-08-23T19:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:31:24.168-07:00</updated><title type='text'>O mercado de Trabalho e a Recessão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicando artigo de João Marcus Marinho Nunes sobre a Recessão e o trabalho. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Uma das razões colocadas pelos assessores econômicos do Presidente Obama ao final de 2008 para justificar a proposta de estímulo fiscal está refletida na Figura 1, que mostra a evolução da taxa de desemprego com e sem o plano de estímulo fiscal. Vemos que o resultado de fato observado é até pior do que o imaginado sem o plano. Uma das hipóteses por detrás da simulação era a de que o multiplicador dos gastos públicos seria de 1.5, ou seja, para cada $1 de gasto, o PIB aumentaria em $1.5!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHvX4VO2sI/AAAAAAAAABk/Tg4sc7Bw1yk/s1600-h/fig11.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHvX4VO2sI/AAAAAAAAABk/Tg4sc7Bw1yk/s400/fig11.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 2 de julho, a divulgação dos dados do mercado de trabalho foi mal recebida, com a redução das vagas (destruição de emprego) vindo acima do esperado, voltando a subir depois de ter caído em junho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para muitos, esses resultado indica que o plano de estímulo tem que ser aumentado, especialmente quando se observa que durante esses 18 meses de recessão a destruição de empregos já quase anula a criação de empregos obtida nos seis anos de expansão entre dezembro de 2001 e novembro de 2007, fato somente antes visto na Grande depressão. A Figura 2 ilustra.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHv4DW_cpI/AAAAAAAAABs/4cRHsdKdTT4/s1600-h/fig12.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHv4DW_cpI/AAAAAAAAABs/4cRHsdKdTT4/s400/fig12.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outros tempos, a retomada do emprego era um sinal confiável de que a recessão havia terminado. Desde 1990, isso deixou de ser verdade. A Figura 3 mostra o comportamento do emprego em torno das cinco recessões anteriores à atual. (As datas na figura se referem ao comportamento do emprego podendo ser diferentes do período de recessão oficial).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observa‐se na Figura 4 que apesar das recessões de 1990/91 e a de 2001 terem sido brandas e curtas, o emprego demorou muito mais a se recuperar (voltar ao nível inicial) do que durante as recessões mais profundas e/ou longas dos anos 1970 e início dos anos 1980. (A data de 2008 colocada na figura 4 para a recessão atual se deve ao fato de que o pico do PIB se deu no segundo trimestre de 2008).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHxF9O70fI/AAAAAAAAAB0/POxNteNwuGo/s1600-h/fig13.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHxF9O70fI/AAAAAAAAAB0/POxNteNwuGo/s400/fig13.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa característica das recuperações após as recessões ganhou o nome de jobless recoveries (recuperações sem emprego) ou mesmo job loss recoveries (recuperações com perda de emprego).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os movimentos divergentes do PIB e do emprego nas recuperações das recessões de 1990/91 e 2001 sugerem o aparecimento de um novo tipo de recuperação econômica, uma induzida especialmente por ganhos de produtividade ao invés de por aumentos de emprego. O fato de não ter havido criação de novos empregos durante o período inicial das recuperações no início dos anos 1990 e após 2001 indica que o PIB cresceu porque os trabalhadores produziram mais por hora trabalhada. Não foi o caso de trabalharem mais horas, visto que a média de horas trabalhadas caiu um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Figura 5 mostra que, de fato, o comportamento da produtividade é bem distinto nas recessões de 1990/91 e 2001 quando comparada às recessões dos anos 1970 e início dos anos 1980.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHxroDnKNI/AAAAAAAAAB8/yQ20y-pveVE/s1600-h/fig14.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHxroDnKNI/AAAAAAAAAB8/yQ20y-pveVE/s400/fig14.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As recessões misturam ajustamentos cíclicos e estruturais. Ajustamentos cíclicos são respostas reversíveis a flutuações na demanda, enquanto que ajustamentos estruturais transformam uma empresa ou indústria através da realocação de trabalhadores e capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As perdas de trabalho associadas com choques cíclicos são temporárias. Ao final da recessão as indústrias retomam e os trabalhadores dispensados são chamados de volta ou acham trabalho comparável em outra empresa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As perdas de trabalho que resultam de mudanças estruturais, ao contrário, são permanentes. As indústrias declinam e empregos são eliminados, obrigando os trabalhadores a mudar de indústria, setor, região ou desenvolver novas habilidades de modo a encontrar um novo trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após essa introdução geral, podemos discutir o que esperar do mercado de trabalho no ciclo em curso. Das figuras 3 e 4, as perdas de emprego e a queda do PIB atualmente são até mais agudas e intensas do que nas recessões anteriores a 1990. Por outro lado, o comportamento da produtividade se mostra semelhante ao observado após 1990.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ciclo em curso, apesar do comportamento da produtividade, o PIB, ao contrário de 1990/91 e 2001, cai até mais intensamente do que nas recessões “tradicionais”. A razão disso pode ser observada na Figura 6, que mostra o crescimento do agregado de horas trabalhadas, que considera tanto o emprego quanto a média de horas trabalhadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH0Qsb2IzI/AAAAAAAAACE/zdcGHJlbVPM/s1600-h/fig15.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH0Qsb2IzI/AAAAAAAAACE/zdcGHJlbVPM/s400/fig15.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como visto o agregado de horas já caiu tanto quanto caiu no fundo do poço da recessão de 1973/75. Na figura 4 observamos que a queda do PIB atualmente iguala a queda máxima da recessão de 1973/75, apesar da maior queda do emprego no ciclo atual (Figura 3). No entanto, a produtividade atualmente cresce enquanto caia em 1973/75, “fechando a equação”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desse modo, as indicações são de que nos defrontamos mais uma vez com uma recuperação no estilo job loss recovery. As mudanças estruturais no ciclo atual não são difíceis de encontrar, bastando olhar para o que está acontecendo, por exemplo, com a indústria automobilística, a de construção ou com a indústria financeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como passo a argumentar, dessa vez o processo deve ser mais “duro” ainda, no sentido de que a recuperação do emprego será bem mais longa, ainda que o PIB mostre uma retomada em breve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma boa indicação da natureza cíclica ou estrutural do processo de ajuste na recessão é saber se o desemprego observado é temporário. Quando a dispensa é temporária, o empregador “suspende” o trabalhador, geralmente devido à demanda fraca. Tanto o empregador como o empregado esperam que a relação de emprego seja retomada quando as condições melhorarem. Nesse caso o empregador até ajuda o empregado a aplicar para o recebimento do seguro desemprego de modo que ele mais provavelmente aguarde ser chamado de volta ao invés de procurar outro emprego. Assim, quando muitas dispensas são temporárias, a retomada do emprego quando da melhora das condições tende a ser rápida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Figura 7 mostra a proporção dos desempregados que foram temporariamente dispensados. É nítida a redução da fração dos dispensados temporariamente nas recessões de 1990/91 e 2001 em relação ao padrão anterior. No momento temos o menor percentual de trabalhadores dispensados temporariamente. Mais grave ainda é o fato de que as dispensas temporárias, ao contrário de aumentar ao longo da recessão como geralmente acontece, estão caindo, ou seja, a proporção de dispensas permanentes está aumentando.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH2SGzr0BI/AAAAAAAAACM/1pXECdianoo/s1600-h/fig16.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH2SGzr0BI/AAAAAAAAACM/1pXECdianoo/s400/fig16.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A empresa também pode, quando de uma recessão, reduzir o número de horas trabalhadas pelo empregado. Esse não é considerado desempregado, mas, como gostaria de estar&amp;nbsp;trabalhando horário integral, é considerado subempregado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Figura 8 mostra o percentual da força de trabalho em regime parcial (ou subempregada) nos últimos 40 anos. Esse percentual normalmente cresce durante as recessões, mas no ciclo em curso esse crescimento “quebrou os padrões”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desse modo, quando a recuperação econômica tiver início as horas trabalhadas devem aumentar sem um aumento correspondente do emprego. Dado o elevado número de trabalhadores em tempo parcial, combinado com o baixo percentual de dispensas temporárias, está montado o cenário de um prolongado período de recuperação sem aumento do emprego, já que quando a recuperação tiver início, mais do que nas recessões passadas os empregadores se aproveitarão dos trabalhadores existentes (em tempo parcial) ao invés de contratar novos funcionários.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH3B_NusqI/AAAAAAAAACU/IBKLGjRatG4/s1600-h/fig17.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH3B_NusqI/AAAAAAAAACU/IBKLGjRatG4/s400/fig17.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas considerações indicam que o problema do elevado desemprego tem características estruturais não sendo razoável supor que possa ser “corrigida” por programas de estímulo. Esses, ao contrário, por elevarem o nível futuro de impostos (inclusive corporativos), podem inclusive contribuir para retardar os ajustes que se fazem necessários.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode‐se perguntar se existe alguma implicação especial do comportamento do mercado de trabalho para a bolsa, visto que a taxa de desemprego e as perspectivas de emprego são variáveis que afetam o “sentimento” dos agentes econômicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 9 ilustra o comportamento do S&amp;amp;P 500 durante as recessões.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH33FW4RzI/AAAAAAAAACc/zNk8Fkx2szo/s1600-h/fig18.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpH33FW4RzI/AAAAAAAAACc/zNk8Fkx2szo/s400/fig18.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo, mesmo dado o comportamento semelhante do mercado de emprego durante o início dos anos 1990 e 2000, enquanto no primeiro caso a bolsa rapidamente voltou ao seu nível original, o processo demorou sete anos no segundo caso (apesar da retração econômica ter sido ainda mais “branda”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o comportamento da bolsa em 2000/07 reflete o crash da Nasdaq em 2000, e agora também temos um crash no mercado de ativos (residências e ações), deveremos também observar uma retomada lenta, gradual e pontuada por alta volatilidade no mercado de ações. Além disso, devido à questão de mudanças estruturais potencialmente fortes, a recuperação econômica deverá ser mais lenta do que o foi depois de 2001, sendo mais um fator impeditivo a uma recuperação mais robusta da bolsa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 6 de julho de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-7872343625072253176?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/7872343625072253176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/publicando-artigo-de-joao-marcus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7872343625072253176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7872343625072253176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/publicando-artigo-de-joao-marcus.html' title='O mercado de Trabalho e a Recessão'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHvX4VO2sI/AAAAAAAAABk/Tg4sc7Bw1yk/s72-c/fig11.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-7746482089015728712</id><published>2009-08-23T16:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:30:20.537-07:00</updated><title type='text'>Mais um Sonho Termina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de João Marcus Marinho Nunes sobre a Crise de Crédito. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Daqui a alguns anos um leitor casual da história econômica vai achar difícil entender como as coisas foram da serenidade ao pânico ao final da primeira década do milênio. Paradoxalmente, a semente da crise de 2008 pode ser encontrada na ampla aceitação da noção de que a economia americana (e mundial), ao longo das duas décadas anteriores, havia evoluído para melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso não é algo imaginado, como demonstrado nas figuras 1 e 2 onde se observa que ao longo dos últimos 25 anos (até 2007) a economia americana se tornou muito mais estável e com inflação baixa. As recessões nesse período foram raras (duas) e “amenas”.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHqiF7fT5I/AAAAAAAAABc/Ae-OnObWWIo/s1600-h/fig1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHqiF7fT5I/AAAAAAAAABc/Ae-OnObWWIo/s400/fig1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De uma maneira geral, a “Grande Moderação” – como esse período ficou conhecido – é em boa medida atribuída ao consenso que se chegou a respeito do papel e conduta apropriada para a política monetária depois dos insucessos da política econômica nos anos 1970.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, em economia, um consenso raramente se mantém por muito tempo. Ao contrário, parece haver uma variante da “Lei de Murphy” que dita que assim que se estabelece um consenso, algo acontece para implodi-lo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso já havia sido observado nos anos 1960, quando se chegou ao consenso de que a política econômica seria capaz de controlar o ciclo, mantendo o crescimento econômico robusto, o desemprego em nível aceitável e uma inflação sob controle. Nos EUA esse período ganhou o nome de “Idade de Ouro” (“Golden Age”). Esse “sonho”, como se sabe, se tornou nos anos 1970 o “pesadelo” da “Grande Inflação”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de domarem o “monstro” da inflação com grande sacrifício no início dos anos 1980, na visão dos formuladores da política econômica ao redor do mundo a crença era de que o maior perigo para a estabilidade econômica seria permitir que o “monstro” voltasse a sair do controle, exigindo uma política de repressão que inevitavelmente resultaria em recessão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso se tornou uma obsessão e como toda obsessão impediu que pensasse a respeito de possíveis consequências da “Grande Moderação”. Não que possíveis consequências fossem desconhecidas. Em 1957, quase três décadas antes do início da “Grande Moderação”, Hyman Minsky havia argumentado que: &lt;em&gt;“Durante períodos de expansão tranquila as instituições financeiras, na busca de lucros, inventam e reinventam “novas” formas de moeda e técnicas de financiamento para todo tipo de atividade,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;sendo a inovação financeira uma característica da economia nesses bons momentos”&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tese de Minsky descreve um sistema que produz ciclos através da interação entre incerteza, expectativas, assunção de dívidas e preços de ativos. O que acontece quando os agentes aumentam seu “apetite por risco” quando a expansão se prolonga? A resposta, segundo Minsky, é que os pequenos desapontamentos que acontecem em todas as economias acabam tendo consequências exageradas. Por quê? Devido ao fato de que muitas empresas e indivíduos se amarram a grandes contratos de dívida e que, para satisfazer essas obrigações, necessitam (e esperam) que os “bons tempos” (aumento nos preços dos ativos) continuem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Minsky, a história do capitalismo é pontuada por depressões mais ou menos profundas que estão associadas a pânicos financeiros e crashes nos quais observamos rupturas nas relações financeiras e a destruição de instituições. Cada depressão é seguida de uma reforma das estruturas institucionais, frequentemente através de legislação, sendo que a história da moeda, bancos e legislação financeira pode ser interpretada como a busca por uma estrutura que elimine a instabilidade. Um exemplo marcante desse processo é a criação do Federal Reserve em 1913 em resposta ao pânico de 1907. Outras reformas se seguiram com o advento da Grande Depressão nos anos 1930, entre elas o seguro de depósitos e a separação entre bancos de investimento e bancos comerciais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente, entre o fim da Segunda Guerra e 1980 não houve recessão causada por instabilidade (especulação) financeira como no passado. Esse período é marcado pelo amplo controle sobre o sistema econômico em geral e sobre o sistema financeiro em particular (câmbio fixo, controles de capital, juros “tabelados”, etc.) que tornaram o sistema avesso a especulação financeira, mas propenso a surtos inflacionários. Nesse período, as recessões estão associadas às tentativas de debelar a inflação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, na esteira do amplo processo de desregulamentação iniciado nos anos 1980, os últimos cinco principais ciclos globais, todos durante o período da “Grande Moderação”, quais sejam: a recessão de 1990 – fortemente influenciada pela crise das Associações de Poupança e Empréstimo (S&amp;amp;L´s) – o colapso do Japão no final dos anos 1980, a crise asiática de 1997, o boom (e colapso) das ações de tecnologia no final dos anos 1990 e a escalada sem precedentes do preço dos imóveis nos últimos anos, resultaram em recessão – regional ou global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nenhum caso houve um aumento prévio significativo de salários e preços e, em todos os casos, observamos um boom de investimentos e um mercado de ativo associado “surtar” antes de entrar em colapso. A “Hipótese da Instabilidade Financeira” de Minsky está de volta com toda força. Muitos têm dito, inclusive, que vivemos um “Momento Minsky”!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As figuras 3 e 4 mostram, para o período de “tranquilidade” macroeconômica (crescimento estável e inflação baixa), que crises de mercado são uma parte integral do sistema econômico capitalista. A história não nos permite negar que o sistema financeiro capitalista provou ser o mais eficiente em alocar os recursos de uma sociedade. No entanto, como ilustrado nas figuras, ciclos se esgotam na sequência de erros e excessos que se manifestam em quedas de mercado e retração econômica. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHTWxLwvjI/AAAAAAAAAAU/2Fe69GhQing/s1600-h/fig2.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHTWxLwvjI/AAAAAAAAAAU/2Fe69GhQing/s400/fig2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As figuras 5 a 7 indicam que a história confirma a tese de Minsky de que períodos de “tranquilidade” macroeconômica levam a um aumento no uso de finanças “arriscadas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 5A representa a disposição dos investidores em emprestar para empresas mais arriscadas ao longo dos primeiros sete anos desta década. Observe que ao nos distanciarmos do período recessivo de 2001, quando o spread (relativamente ao título de 10 anos do Tesouro) pago por empresas de maior risco eram altos, esse cai continuamente nos anos seguintes. Ao contrário do postulado de que a economia é povoada por agentes racionais, os investidores no “mundo real” aumentam seu entusiasmo por empréstimos arriscados ao longo do período de expansão. A figura 5B ilustra a “ressaca”.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHWJO9x97I/AAAAAAAAAAc/r6KIhfs5yxI/s1600-h/fi3.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHWJO9x97I/AAAAAAAAAAc/r6KIhfs5yxI/s400/fi3.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 6 ilustra o mesmo fenômeno acontecendo ao longo da expansão dos anos 1990, sendo que aqui utilizamos o mercado de ações, representado pela série do P/L (Preço/Lucro) das ações que integram o índice S&amp;amp;P 500.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHXGORyY7I/AAAAAAAAAAk/5qOHEGJm4F0/s1600-h/fig4.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHXGORyY7I/AAAAAAAAAAk/5qOHEGJm4F0/s400/fig4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, o “amadurecimento” da expansão induz os investidores a se tornarem cada vez mais “otimistas”, aumentando o preço que estão dispostos a pagar relativamente ao desempenho econômico das empresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 7 mostra que o fenômeno também estava presente nos anos 1980, que ilustramos utilizando os dois indicadores: a disposição de pagar mais por ações e o apetite crescente (ainda que oscilante) por empréstimos de maior risco. Nem o crash da bolsa em 1987 foi capaz de conter o “otimismo” dos investidores!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHfi3X8AVI/AAAAAAAAAAs/eOoo40-5W_I/s1600-h/fig5.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHfi3X8AVI/AAAAAAAAAAs/eOoo40-5W_I/s400/fig5.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conclusão é clara: como argumentado por Minsky, o aumento do risco acontece “naturalmente”, conduzindo a economia a ciclos de boom seguidos de bust.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As figuras 8 e 9 mostram o boom de investimento e o “surto” no preço do ativo correspondente, seguido de um crash.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na figura 8 observamos o boom no investimento em equipamento e software e o aumento correspondente do preço das ações de tecnologia (Nasdaq).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHhEEwJxII/AAAAAAAAAA0/2A5slET4XxE/s1600-h/fig6.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHhEEwJxII/AAAAAAAAAA0/2A5slET4XxE/s400/fig6.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 9 ilustra o boom de investimento residencial e o correspondente aumento no preço das residências.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHh4a3zcFI/AAAAAAAAAA8/eIjSntGjC-Y/s1600-h/fig7.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHh4a3zcFI/AAAAAAAAAA8/eIjSntGjC-Y/s400/fig7.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Associado a esses booms e crashes observamos na figura 10 o aumento fantástico do endividamento das famílias!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHiiEOtXoI/AAAAAAAAABE/RsoFMd9abss/s1600-h/fig8.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHiiEOtXoI/AAAAAAAAABE/RsoFMd9abss/s400/fig8.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente, a recessão de 2001, associada ao crash da bolsa (especialmente da Nasdaq) foi breve e amena. O contrário acontece agora, com a recessão mais profunda e persistente associada ao crash do preço dos imóveis. O investimento residencial caiu bem mais do que o investimento em tecnologia enquanto o preço das ações de tecnologia caiu muito mais do que o preço das casas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A razão disso não é difícil de identificar. Investimentos “excessivos” em tecnologia são rapidamente depreciados, ao contrário dos investimentos em estruturas residências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, o efeito “sistêmico” da (muito menor) queda do preço das casas é muito maior em função do (infinitamente) maior grau de alavancagem nesse mercado (ver o aumento do endividamento das famílias relativamente à renda disponível (50%) após 2001). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os eventos dos últimos 20 meses tornam claro que a política econômica e as teorias que lhe dão suporte necessitam de um novo paradigma. As virtudes do capitalismo devem ser celebradas, mas não se deve exagerar achando que a “mão invisível” de Adam Smith se tornou, por um “passe de mágica” (pela hipótese de agentes racionais e mercados eficientes), a “mão infalível”. Reconhecer que excessos no mercado de ativos e a prática de finanças “dúbias” têm um papel central nos ciclos modernos é um passo essencial&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para nortear o desenho das novas instituições que serão necessárias para minimizar esses efeitos no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 29 de abril de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-7746482089015728712?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/7746482089015728712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/mais-um-sonho-termina-daqui-alguns-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7746482089015728712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7746482089015728712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/mais-um-sonho-termina-daqui-alguns-anos.html' title='Mais um Sonho Termina'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHqiF7fT5I/AAAAAAAAABc/Ae-OnObWWIo/s72-c/fig1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-3661506216541791437</id><published>2009-08-23T15:54:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:37:36.573-07:00</updated><title type='text'>O Valor da Reputação Corporativa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo escrito por Valter Faria sobre Reputação Corporativa. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há uma lacuna nas empresas: um profissional que tenha se qualificado para alinhar administrar fatores intangíveis e garantir que iniciativas e mensagens produzidas pelos diversos departamentos sejam harmônicas entre si e atendam aos objetivos do planejamento estratégico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Administração da Reputação Corporativa é um conceito ainda novo, mas em expansão entre grandes corporações globais e algumas assessorias de comunicação e agências de relações públicas mundo afora. Poucos, no entanto, compreendem que a reputação não é apenas uma função de comunicação, mas sim uma função da administração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reputação de uma organização não começa com sua comunicação. Nenhum plano de marketing, de relacionamento com investidores (RI), de relacionamento com a mídia ou sofisticadas estratégias de branding, por mais audaciosos que sejam, sustentarão os negócios de uma empresa e a maneira como ela é percebida por seus públicos estratégicos, stakeholders, audiências prioritárias, partes interessadas ou outro nome que se queira dar às pessoas ou grupos que realmente são importantes e vitais para a rentabilidade e perenidade da organização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário, reputação de uma empresa é reflexo de um inspirado modelo de negócios, implementado por meio da habilidade e capacidade de execução de seus administradores, do talento de suas lideranças e da capacidade de resposta em momentos de adversidade. Outros aspectos críticos e determinantes da reputação corporativa são gestão financeira, competitividade dos produtos, marketing, tecnologia, expertise da força de trabalho, atitudes de responsabilidade social, cultura, praticas (e não apenas discurso) de governança corporativa e conduta ética de seus administradores e acionistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que uma empresa se comunique com freqüência e de forma pró-ativa, destinando significativos orçamentos para esta ação, a falta de credibilidade de suas mensagens é um forte sinal de que os problemas vão além da ineficiência da comunicação ou de um programa de RI. Portanto, a credibilidade da empresa está diretamente relacionada com sua reputação. Um entendimento correto dos elementos que compõem essa reputação deveriam ser informações vitais para alimentar o plano estratégico das organizações, assim como seus processos de decisão, para o dia-a-dia (curto prazo) e ano após ano (longo prazo).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHnALdudAI/AAAAAAAAABM/OFMUGK8nMVc/s1600-h/fig9.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHnALdudAI/AAAAAAAAABM/OFMUGK8nMVc/s320/fig9.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reputação de uma empresa é, portanto, um ativo intangível que se reflete diretamente em todos os demais esforços e iniciativas - desde seu custo de capital até seu sucesso no recrutamento de talentos. A reputação e o nível de confiança são os primeiros pontos de referência quando investidores estão avaliando o preço de suas ações ou estudando potencias fusões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode representar, ainda, um importante valor a ser descontado quando o inesperado acontece, não importando se é uma repercussão negativa na mídia, uma reclassificação no balanço (é bom lembrar da implementação do IFRS (veja quadro na página seguinte) que se avizinha e a estimada redução que provocará na lucratividade das empresas brasileiras) ou uma transação de fusão ou aquisição com resultados indesejados. Também faz a diferença em uma iniciativa hostil de acionistas minoritários ou, ainda, em desafios públicos envolvendo questões ambientais, sociais ou assuntos relacionados a movimentos sindicais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, a reputação pode ser um grande catalisador na criação de valor em momentos de resultados favoráveis e iniciativas positivas, acelerando os negócios e potencializando resultados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Função estratégica do Administrador&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, os aspectos tangíveis, em especial o financeiro, ainda são muito valorizados. Preocupações com a gestão de reputação, relações públicas com métricas de resultado ou branding ainda não é o foco da maior parte das organizações. Mas será. Sai na frente quem estiver capacitado para alinhar planos estratégicos com as atitudes e a comunicação, tanto nas relações institucionais, nas manifestações públicas, nas relações interpessoais e, especialmente, na linguagem utilizada nos websites, relatórios anuais, catálogos de produtos/serviços, revistas internas ou imprensa, entre outros meios.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHpaawx1-I/AAAAAAAAABU/fe-ZWQPIk6M/s1600-h/fig10.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHpaawx1-I/AAAAAAAAABU/fe-ZWQPIk6M/s400/fig10.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do contexto corporativo, o Administrador tem uma função estratégica, pois deverá cuidar da sustentabilidade da organização a partir de uma gestão que combina uma multiplicidade de conhecimentos, tais como estratégia, finanças, operações, marketing, regulamentação, comunicação, governança, etc.. A habilidade para dominar gerenciar de maneira harmônica áreas aparentemente antagônicas é fundamental, mas ainda não o credencia para dominar a gestão da reputação corporativa. Estou certo que muitos profissionais possa atingir essa meta, mas faltam formação, técnicas e estratégias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um mercado cada vez mais complexo e acirrado, no qual se lida com um grande volume de informações - o que prejudica a compreensão e assimilação das principais mensagens -, é indispensável dominar técnica da visão sistêmica, sustentabilidade e comunicação integrada para atender a uma multiplicidade de públicos estratégicos, cada vez melhor e mais bem informados, conscientes e exigentes. Mais que isso, tudo em tempo real. Não é à toa que o intangível passou a valer mais que o tangível. Então, estamos preparando administradores para vencer esse novo desafio?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*Valter Faria é Administrador de Empresas, consultor e especialista em governança corporativa, estratégia de comunicação financeira e relações com investidores, com atividades acadêmicas pela Escola de Direito da FGV, FIA, BBS, Saint Paul Business Institute, IBMEC-RJ e Anhembi-Morumbi. Atua pelo IBGC, Abrasca, Apimec-SP e IBRI. Algumas das empresas atendidas incluem: Vale, Petrobras, Braskem, CPFL, Cemig, Usiminas, CSN, Telebrás, Telefônica, Telemar, TIM, Arcelor, CSN, Votorantim e Klabin, entre outras. E-mail: valterfaria@corpbrasil.com.br&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-3661506216541791437?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/3661506216541791437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/publicamos-artigo-escrito-por-valter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/3661506216541791437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/3661506216541791437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/publicamos-artigo-escrito-por-valter.html' title='O Valor da Reputação Corporativa'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UQJeBhgq5CQ/SpHnALdudAI/AAAAAAAAABM/OFMUGK8nMVc/s72-c/fig9.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-8087941956759620131</id><published>2009-08-23T15:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:28:31.757-07:00</updated><title type='text'>Entre o Retorno e os Riscos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo do Prof. Luiz Roberto Calado sobre Retorno e Risco. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num cenário de juros baixos, os fundos multimercados são uma opção para quem busca maior rentabilidade - e se sujeita a um risco maior&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante da baixa rentabilidade nas aplicações mais conservadoras, muitos investidores têm se perguntado onde aplicar seu dinheiro. Apesar de frustrante, é preciso dizer que não há opções para se obter um lucro extraordinário, sem assumir algum risco. Essa relação é um imperativo do mercado financeiro, ou seja, não é possível obter um alto retorno se não houver a contrapartida de assumir um certo grau de risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, nos últimos anos, nós, brasileiros, nos tornamos muito avessos ao risco, porque nos acostumamos com taxas bastante atrativas em investimentos conservadores como, por exemplo, os fundos DI, atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, no novo contexto da economia do país, de juros baixos, é necessário repensar o modo como investimos, de maneira a aproveitar a rentabilidade oferecida por investimentos um pouco mais arriscados do que estávamos acostumados. Para nossa sorte, apesar de a maioria dos investidores ainda preferir produtos mais seguros, o mercado financeiro brasileiro possui opções sofisticadas de aplicações financeiras, alinhadas ao que já existe nos países mais desenvolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O investimento em ações não é a única alternativa aos fundos DI, como pensam alguns. Há muitas outras opções interessantes que permitem diversificar o porftolio dos investimentos, assumindo alguns riscos. Uma dessas alternativas são os fundos multimercados, ainda pouco conhecidos. Essa categoria de aplicação recebeu atenção especial na recente reestruturação dos tipos de fundos, no mês de junho. A nova classificação da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid) deixou mais explícito quais riscos cada classe pode assumir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fundos multimercados podem aplicar os recursos dos cotistas em produtos mais rentáveis do que os títulos do governo. Por esse motivo, geralmente possuem um retorno superior aos tradicionais fundos DI. Como não poderia deixar de ser, a esssa chance de um retorno superior está associado um risco proporcional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos menos experientes na dinâmica dos investimentos vale deixar uma dica: experimente alocar nesses fundos uma parte dos recursos disponíveis. Poucos meses após a aplicação, o investidor terá condições de avaliar se está preparado, ou não, para possuir investimentos com um nível um pouco maior de risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, uma ressalva: para uma boa iniciação nos fundos multimercado, o ideal é começar investindo uma parcela pequena. De preferência, aplique um capital que não será utilzado em um horizonte de seis meses a um ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*Luiz Roberto Calado é vice-presidente da Diretoria Executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças - Ibef, de São Paulo - e gerente de certificação &amp;amp; educação de investidores da Anbid - Associação Nacional dos Bancos de Investimento www.comoinvestir.com.br&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-8087941956759620131?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/8087941956759620131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/artigo-escrito-por-luiz-roberto-calado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8087941956759620131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8087941956759620131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/08/artigo-escrito-por-luiz-roberto-calado.html' title='Entre o Retorno e os Riscos'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-442919422210582697</id><published>2009-05-24T07:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:27:51.999-07:00</updated><title type='text'>Educando e Formando Investidores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de Robert Dannenberg sobre educação de investidores. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando criamos a Expo Money, em 2003, percebemos que antes de falar de investimentos precisávamos falar de educação financeira, ou seja, era preciso primeiro aprender a fazer a conta fechar para fazer sobrar. Foi a partir desse momento que o evento tomou dimensões maiores e passou a levar a educação financeira para o público, com o objetivo de ajudar as pessoas a conquistarem a sua independência financeira e a ampliarem o conhecimento sobre planejamento das finanças pessoais e da família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses seis anos de Expo Money pelo Brasil afora mais de 230 mil pessoas participaram da programação de palestras gratuitas. O nosso principal termômetro para medir os resultados desse trabalho é o crescimento da pessoa física na Bolsa de Valores. Na nossa primeira edição eram pouco mais 85 mil e agora são mais de 520 mil investidores individuais. Sabemos que temos muito trabalho pela frente, mas hoje falar sobre o assunto tornou-se mais fácil para as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tema Finanças Pessoais e Investimentos, com a economia estável, também ganhou espaço na mídia e vem estampando capas de revistas, jornais e virou pauta em muitos programas de televisão e rádio. Houve uma mudança de perfil e a página de economia deixou de ser um assunto árido e passou a fazer parte de um bate papo com amigos. Isso gerou mais demanda por informação e as mídias resolveram criar ou dedicar um espaço diferenciado para os investidores individuais, com uma linguagem acessível e de fácil compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa mesma linha, além de realizarmos eventos em 11 capitais do país, com o conceito de educar e formar investidores, lançamos em parceira com a Campus/Elsevier uma Coleção de Livros de finanças pessoais e investimentos. A série com os próprios palestrantes dos eventos e traz 18 títulos que abordam temas desde a educação financeira para crianças até como investir em opções ou esticar seu dinheiro. Leitura indispensável para quem buscar investir na sua educação financeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Robert Dannenberg, um dos idealizadores e responsáveis pela expomoney. A expomoney realiza um importante trabalho de divulgar práticas de educação financeira no Brasil.Parabéns Robert. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E-mail para contato: &lt;a href="mailto:robert@tradenetwork.com.br"&gt;robert@tradenetwork.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.expomoney.com.br/"&gt;http://www.expomoney.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;www.vinhooutlet.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-442919422210582697?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/442919422210582697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-artigo-do-robert-dannenberg.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/442919422210582697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/442919422210582697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-artigo-do-robert-dannenberg.html' title='Educando e Formando Investidores'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-185494934893917775</id><published>2009-05-24T07:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:27:19.329-07:00</updated><title type='text'>As lacunas da governança: o imponderável prevalece</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos artigo de Luiz Calado sobre Governança Corporativa. Boa leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Recentes acontecimentos relacionados a grandes empresas brasileiras levantaram uma questão essencial: qual o atual estágio da governança corporativa no Brasil? Entraram em debate mercado, reguladores, acionistas, empresas e imprensa. Porém, é importante perceber a necessidade de se passar por um processo de aperfeiçoamento cauteloso. É preciso afastar a euforia causada pelos escândalos e tornar a discussão racional, sob pena de atropelar o processo natural de evolução que se apresenta. Não é saudável que os acontecimentos desastrosos causem um movimento desordenado pela necessidade de se apontar soluções para um mercado volátil em função da perda de credibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata de uma oportunidade da crise, para não cair em clichês. Trata-se, sim, dos ciclos evolutivos do mercado. Para evoluir, é preciso, antes de tudo, admitir que existe espaço para tanto. Não é preciso fazer disso um drama, uma anti-epopeia, tentando apregoar um cenário decadente, como tentam algumas autoridades no assunto. Estão querendo mostrar as vísceras expostas do mercado, enquanto o que está em andamento é um movimento natural dos ciclos evolutivos, que pode ser chamado, talvez, de ressaca. A festa foi grande durante meses, e até anos. É preciso ter um dia seguinte para recuperação física e moral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os tempos atuais representam o dia seguinte, tão inevitável quanto necessário. Ainda existem, por exemplo, algumas empresas controladas por profissionais sem a qualificação necessária, posto que foram indicados e nomeados por políticos. Neste caso, como tais cargos teriam a independência que o mercado exige, se vivem no fogo cruzado entre o conflito de interesses, enquanto deveriam prezar pelo interesse dos acionistas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise mostra-se o embrião dos questionamentos que levam à evolução. Como nossos hermanos fazem, é preciso empregar a interrogação no início e ao final da frase. Sinaliza-se, com isso, a necessidade de entender os fatos antes e depois dos acontecimentos. Nasce a percepção da necessidade de um amplo debate na busca de mecanismos mais competentes de transparência nas políticas de investimentos. Entre uma ou outra direção para as quais apontam entidades e órgãos do mercado, o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) demonstra uma iniciativa diretamente direcionada ao ponto frágil. A certificação de conselheiros é um ato no sentido de aprimorar o segmento, ação que devemos nos orgulhar, cujo efeito positivo será percebido, sobretudo, quando o mercado voltar ao ciclo de crescimento. Certamente esta iniciativa permitirá diferenciar o Brasil, frente aos outros países em desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além dos profissionais de conselhos, é importante o foco nos profissionais da regulação. É claro para todos os envolvidos o papel que a regulação exerce no confiança do investidor? Se não são os reguladores que dão segurança ao investidor, para que ele se sinta confiante em comprar papéis na bolsa, quem pode fazer isso? Empresas têm, sim, o seu papel essencial, mas estão expostas ao processo de aprendizado, no qual o norte são as obrigações criadas pelos órgãos reguladores. Enquanto noticiários anunciam catástrofes no mercado, a regulação é a nascente da confiança do investidor. Se ele conhecer o ambiente em que está inserido, e sentir segurança de que há alguma racionalidade no mercado, terá condições de controlar a própria euforia para tomar a atitude mais correta. Somente o arcabouço legal pode dar ao investidor a sensação de amparo e proteção necessários para evitar o trágico efeito manada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que parece, nem todos os profissionais percebem que a regulação não é um trabalho burocrático, mas que é feita por meio do aprendizado direcionado pelos erros. Se o mercado ainda navegasse no mesmo mar de rosas dos últimos anos; se a crise tivesse adiado sua explosão, o estrago seria potencializado pelo tempo de persistência nas mesmas falhas cometidas, não por falta de profissionalismo, mas pela ilusão do alto nível que a governança parecia ter atingido, enquanto amparada pela perfeição das condições de mercado nos meses passados. Viradas tais condições para uma situação incerta, restaram as lacunas a serem preenchidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Black Swan, ou cisne negro, indica nossa incapacidade em prever certas coisas. Por mais que nosso processo cognitivo imponha cenários previsíveis, o imponderável prevalece: afinal, quem imaginaria dois dos edifícios mais importantes dos EUA seriam alvejados, no mesmo dia, por aviões? Numa ação desesperada, muitos culpam os economistas pela crise. No entanto, numa analogia com a medicina, é quando surge a doença que os médicos são mais importantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*Luiz Roberto Calado, faz doutorado em finanças e sustentabilidade na Universität Bonn, é mestre em administração e economista (USP). É Gerente de Certificação e Educação da ANBID e Vice-presidente do IBEF. Autor dos livros “Regulação e Autorregulação do mercado financeiro: conceito evolução e tendências num contexto de crise” e “100 dúvidas sobre carreira para executivos de finanças”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Email de contato: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.calado.wikispaces.com/"&gt;&lt;em&gt;www.calado.wikispaces.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-185494934893917775?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/185494934893917775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-artigo-sobre-governanca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/185494934893917775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/185494934893917775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-artigo-sobre-governanca.html' title='As lacunas da governança: o imponderável prevalece'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-848027191827503143</id><published>2009-05-16T18:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:26:46.220-07:00</updated><title type='text'>O Conselho Fiscal contribui para Governança Corporativa e agrega valor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos excelente artigo de Sérgio Tuffy Sayeg sobre Conselho Fiscal. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A questão de instalação, funcionamento e contribuições do Conselho Fiscal nas companhias abertas costuma retornar de tempos em tempos aos debates e reavaliações dos investidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso costuma acontecer, além da época que se aproxima de realização das assembleias gerais para aprovação de contas, quando normalmente se instala e são eleitos os membros do Conselho Fiscal, também no caso da ocorrência de situações tidas como extraordinárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o que se verificou recentemente, com a exposição de inúmeras companhias a riscos e perdas relevantes com determinados instrumentos financeiros mais sofisticados, como derivativos associados à variação cambial, que se demonstrou não terem recebido o devido tratamento técnico e de controle por parte de Conselhos de Administração e seus comitês, de Diretorias Executivas, de Conselhos Fiscais e também de Auditorias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso de uma dessas empresas, que se destacou entre os recentes episódios e cujo padrão de Governança Corporativa já era bastante questionado pelos investidores, fica ainda mais negativamente evidenciado quando se lê no site de relações com investidores o que cabe ao seu Conselho Fiscal: “A principal atribuição do Conselho Fiscal, formado por três membros efetivos e três suplentes, é identificar as oportunidades, sempre que possível, para reduzir os custos tributários, propondo soluções aos impactos e às contingências permanentemente impostos pela legislação e por normas fiscais vigentes.”. Definitivamente, mas para dizer pouco, não é o que dispõe a Lei!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe lembrar que, adicionalmente à obrigatória manifestação em parecer sobre as demonstrações financeiras, notas explicativas e relatório da administração, destaca-se como parte importante das contínuas atribuições do Conselho Fiscal, entre muitas outras, a necessidade de atentar permanentemente para o processo decisório de investimentos, inclusive financeiros, e a existência de adequadas ferramentas de controle de riscos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas situações inaceitáveis devem servir, no mínimo, para renovar e ampliar a atenção dos investidores, e dos próprios membros de Conselho Fiscal, para a diversidade e complexidade de cenários e condições de negócios que vão continuar se apresentando e exigindo rigoroso acompanhamento e fiscalização eficaz das atividades corporativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A legislação societária atribuiu poderes individuais aos conselheiros fiscais, de modo que estes não tenham limitação na sua função de fiscalização como representantes de acionistas que não participam da gestão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independentemente de terem sido eleitos por acionistas minoritários ou por grupos de controle, os requisitos de ampla independência e capacidade técnica, que precisam estar sempre presentes nas qualidades dos profissionais que compõem o Conselho Fiscal, devem proporcionar conforto a todas as partes interessadas, complementando o próprio aspecto psicológico de funcionamento daquele órgão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, entretanto, boa parte dos progressos dependerá da efetiva manifestação de vontade dos investidores para que posturas adequadas e resultados positivos sejam alcançados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante também registrar que as competências legais e estatutárias de fiscalização do Conselho Fiscal já vêm sendo, em benefício geral, ampliadas espontaneamente em número crescente de companhias. A reunião periódica com o Conselho de Administração, com objetivo de se alcançar contribuição mútua na compreensão de certos temas não é, de forma alguma, avanço indevido nas respectivas alçadas e obrigações. Da mesma forma, sem que represente interferência nas decisões relativas ao direcionamento estratégico e gestão, a Diretoria pode considerar o Conselho Fiscal como mais uma instância de diálogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os investidores só têm a ganhar com um relacionamento produtivo e o alinhamento do interesse comum entre esses órgãos da companhia, na busca de genuína transparência, resultados sólidos e crescimento sustentado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Conselho Fiscal, atuando em caráter permanente e nesses moldes modernos, muito contribui para elevação dos padrões de Governança Corporativa, transmite maior credibilidade ao mercado e agrega importante valor às companhias brasileiras e seus acionistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;* Sérgio Tuffy Sayeg é administrador pela FEA – USP e profissional do mercado financeiro e de capitais desde 1976. Conselheiro de Administração e Conselheiro Fiscal de empresas. Professor de cursos do IBMEC RJ e da Fundação Instituto de Administração – FIA. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;E-mail: &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:sayeg@psi.com.br"&gt;&lt;em&gt;sayeg@psi.com.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no “Valor Econômico” em 10 de março de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-848027191827503143?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/848027191827503143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-excelente-artigo-de-sergio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/848027191827503143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/848027191827503143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-excelente-artigo-de-sergio.html' title='O Conselho Fiscal contribui para Governança Corporativa e agrega valor'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-1134473428208302008</id><published>2009-05-10T17:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:25:56.235-07:00</updated><title type='text'>Marolinha ou tsunami?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Publicamos excelente artigo do Professor Flávio Málaga. Boa leitura!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 2008, em meio a especulações sobre o contagio que a turbulência financeira americana teria no mercado brasileiro, o Presidente Lula comentou que no Brasil teríamos no máximo uma marolinha. Mesmo considerando que meses se passaram desde então, que a névoa e as dúvidas que pairavam sobre a economia já se dissiparam, e que já temos certeza que enfrentaremos também uma turbulência, é valido o exercício de reavaliar os dados disponíveis em setembro e de analisar se poderíamos ter previsto este impacto relevante que a crise americana teria então no nosso mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Analisando os dados da balança de pagamento dos últimos 20 anos, pode-se verificar que a troca de fluxos entre o Brasil e o exterior se intensificou de forma relevante neste período, relativamente ao PIB brasileiro. Observando-se ainda a relação entre a BOVESPA e a Bolsa de Nova York (NYSE), verifica-se ainda mais o aumento da integração entre os mercados. Desta forma, uma redução na atividade econômica mundial teria sim um impacto no Brasil, e a questão seria entender então a magnitude desta influência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A balança de pagamentos é composta pelas transações correntes (exportações, importações, serviços, rendas e transferências unilaterais) e pelas contas capital e financeira (investimentos estrangeiros no Brasil e investimentos brasileiros no exterior).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante os últimos 20 anos, a soma das exportações e das importações passou de 12% do PIB para 21,4%. Este aumento indica que o Brasil passou a depender muito mais da economia dos demais países. Do lado das exportações, ainda representada em grande parte pelas commodities agrícolas e metálicas, verifica-se a dependência dos compradores externos. Pelo lado das importações, observa-se o impacto cada vez mais relevante das compras externas para a modernização de nossa base tecnológica e para a contenção da inflação (as importações supriram a demanda que o mercado interno não podia suprir durante a fase de crescimento do país).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma, uma queda da atividade econômica mundial naturalmente iria desacelerar as compras externas, tanto em termos de volume quanto de preço, derrubando nossas exportações, e impactando o nosso PIB e a nossa atividade econômica, já que as exportações tiveram uma relevância de 12,7% do PIB em 2007. Da mesma forma, a crise de crédito mundial, a desvalorização cambial e o encerramento no Brasil de linhas de financiamento à importação (FINIMP) causaram uma interrupção no fluxo de caixa das empresas brasileiras importadoras, que ou tiveram que buscar fontes alternativas de financiamento, a custos maiores, ou tiveram que interromper suas atividades abruptamente. Considerando que as importações tiveram uma relevância de 9,2% do PIB em 2007, esta freada sem dúvida causaria uma redução da atividade econômica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação aos investimentos estrangeiros no Brasil, seja de forma direta (em aquisição de participação societária ou empréstimos) ou de forma indireta (em carteira, via aquisição de ações e de títulos de renda fixa no mercado de capitais), observa-se também um crescimento relevante não só durante os últimos 20 anos, mas também durante os últimos 5. Enquanto que no final da década de 80 eles não representavam mais que 0,5% do PIB, em 2007 eles representaram 6,3%. Ou seja, a entrada de recursos externos passou a ter grande influencia no financiamento dos investimentos brasileiros, e portanto na expansão de nossa base tecnológica e de infraestrutura. Naturalmente, uma escassez de recursos externos, seja de propriedade ou de credores, teria um impacto relevante sobre o PIB, reduzindo de forma significativa o acesso a recursos por parte das empresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os investimentos estrangeiros que ingressaram no Brasil para a aquisição de ações e debêntures (investimento em carteira), apesar de inicialmente parecerem investimentos especulativos, tem um papel fundamental para a evolução do nosso mercado de capitais e para a competitividade das empresas brasileiras. Estes investimentos dão liquidez para as ações e as debêntures, atraindo mais investidores para as bolsas, e portanto fazendo com que a emissão de títulos de propriedade e de dívidas por parte das empresas se torne uma opção viável para a captação de recursos. Em um país com um custo bancários tão elevado, estas fontes adicionais de financiamento adquirem um papel relevante para a competitividade das empresas. Sem estas fontes, muitas de nossas empresas não teriam conseguido realizar os investimentos relevantes que materializaram tanto no Brasil como no exterior. A fuga do capital estrangeiro em um momento de crise e a conseqüente queda no valor das ações e das debêntures das empresas são fenômenos naturais, e geram um custo e uma perda de riqueza na economia nestes momentos. Este custo é o preço que temos que pagar por termos acessado o mercado financeiro internacional. Cabe aos investidores entender este mecanismo de altas e baixas do mercado, e tomar decisões adequadas e que incorporem estes riscos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A integração entre o mercado brasileiro e o mercado americano pode ainda ser verificada através da análise da relação entre a BOVESPA e a bolsa de valores de Nova York. Esta maior integração entre estas duas bolsas espelha justamente esta maior troca de fluxos entre os países, apontada anteriormente. Analisando a evolução da correlação&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1155927607295203354#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;[1]&lt;/a&gt; entre os retornos do índice BOVESPA e os retornos do índice NYSE COMPOSITE ao longo dos últimos 240 meses (20 anos), observa-se que a correlação passou de 0,20 para 0,90. Ou seja, durante os últimos 30 meses, os retornos da BOVESPA praticamente acompanharam os retornos do NYSE COMPOSITE INDEX, evidenciando a integração e a dependência do nosso mercado em relação ao mercado americano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil se aproveitou da bonança internacional, vendendo mais ao exterior e atraindo os recursos disponíveis dos investidores internacionais. Estes recursos permitiram ao país alcançar taxas de crescimento de 4 ou 5% ao ano com inflação sob controle. Da mesma forma, é natural esperar que o país seja influenciado quando o mercado externo deixa de crescer ou se contrai e quando os investidores estrangeiros não se mostram dispostos a investir em mercados mais arriscados ou emergentes. E o Brasil não teria como evitar este contágio econômico, já que nossa economia está, como nunca antes, integrada a economia internacional. Os dados acima mostram justamente isso. Mesmo sabendo que nós não fomos os causadores da crise, o governo deve entender que o país se aproveitou do “jogo” financeiro e da riqueza internacional nos momentos que lhe interessou, e que para evitar este contágio, deverá, temporariamente, substituir o papel destes investidores e compradores na nossa economia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] Correlação calculada para cada janela de 30 meses, iniciando em 31/1/1990.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*Flávio Kezam Málaga é doutor e mestre em Finanças pela FEA/USP e professor de finanças corporativas do IBMEC-SP e da Fundação Instituto de Administração.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1155927607295203354#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-1134473428208302008?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/1134473428208302008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-excelente-artigo-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/1134473428208302008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/1134473428208302008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-excelente-artigo-do.html' title='Marolinha ou tsunami?'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-5206091121078832073</id><published>2009-05-10T12:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:35:33.787-07:00</updated><title type='text'>O que importa é a qualidade da política econômica</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nos sentimos muito honrados de publicar o excelente e muito interessante artigo do Professor João Marcus. Boa leitura !&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era moderna da política econômica tem início em 1961, por ocasião da posse do Presidente John Kennedy que trouxe como seu principal conselheiro econômico Walter Heller, professor da Universidade de Minnesota.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heller revolucionou o CEA (Conselho Econômico da Presidência) orgão criado em 1946 junto com a aprovação da Lei do Emprego (Employment Act), uma consequência da Grande Depressão. O objetivo de Heller era o de acabar com o que chamou da “síndrome contracíclica” dos anos 1950 e centrar a política econômica nos objetivos de fechar o “hiato do produto” e promover o crescimento, ou seja, pretendia atingir o “potencial” da economia e em seguida aumentá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito de “hiato” do produto foi obra de Arthur Okun, um importante membro do Conselho e que foi seu presidente no último ano da gestão Johnson (1968-69). Pelos cálculos de Okun, a taxa de desemprego consistente com o pleno emprego foi estabelecida em 4% (consistente com o observado em 1957, momento em que a economia estava no “potencial”). Como a taxa de desemprego no início de 1961 estava em 7%, o “hiato” do produto (diferença entre o PIB observado e o seu nível “potencial”) era elevado, ocasionando um desperdício de recursos valiosos (ver figura 1).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coincidentemente, quando a taxa de desemprego volta a 4% em 1965 o PIB se encontra no seu nível “potencial”. Como a taxa de desemprego continuou a cair (atingindo 3.5% em 1968), o PIB evoluiu acima do seu “potencial”. Como a inflação começou a subir a partir de então (ver figura 2), temos até hoje a associação entre inflação e “hiato” positivo do produto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sabemos que a inflação tem origem monetária. A figura 3 mostra que depois de manter um crescimento baixo e estável, nos anos 1960 a expansão monetária (reservas) se acentua. É importante lembrar que quando assumiu a presidência com a morte de Kennedy em 22 de novembro de 1963, o Presidente Johnson propôs o Programa Grande Sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como financiar isso paralelamente à guerra do Vietnam, que sofria uma escalada? A partir de 1966, o orçamento começa a apresentar déficits sistemáticos. O aumento de impostos para ajudar no financiamento da guerra não era visto com bons olhos. Além disso, logo no início de 1964, Johnson assinou a lei reduzindo impostos (que havia sido proposta por Kennedy). Um aumento da expansão monetária era a solução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um período de inflação baixa e estável, as expectativas inflacionárias não existiam. No entanto, sabemos que uma hora a inflação vai aparecer..., e foi isso que aconteceu depois de 1965.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia dos economistas dos Presidentes Kennedy e Johnson, de que a ciência econômica havia “conquistado o ciclo”, bem descrita no livro que Heller escreveu depois de deixar a presidência do CEA em 1964 – New Dimensions of Political Economy – e no livro escrito por Arthur Okun em 1969 – The Political Economy of Prosperity - se mostrou falsa e acabou gerando as condições que definiram o período da Grande Inflação nos anos 1970.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como a persistência dos ciclos nos anos 1950 haviam induzido os esforços de Heller e Cia para domá-los, a persistência da inflação nos anos posteriores induziu um grupo de pesquisadores a desenvolver “soluções”. Nesse período testemunhamos o nascimento da teoria das expectativas racionais (segundo a qual, entre outras coisas, não existe trade-off entre desemprego e inflação), o postulado de mercados eficientes, a importância da credibilidade da autoridade monetária, entre outras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado desses esforços foi a redução permanente da inflação a partir do início dos anos 1980, com Paul Volker (seguido de Greenspan) no comando do Fed.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a bolsa refletiu esses acontecimentos? A figura 4 mostra o comportamento do Dow em três momentos, que estão associados aos diferentes “estilos” de política econômica. O primeiro período se estende até meados de 1965, a partir do qual a inflação tomou corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas observações são pertinentes. No primeiro gráfico, a bolsa praticamente não reage a eventos como o fiasco da Baía dos Porcos (tentativa de invadir Cuba) e à crise dos mísseis (ocasião em que por alguns dias temeu-se a ocorrência de um conflito nuclear entre os EUA e a União Soviética.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto a reação é imediata e aguda ao pronunciamento do Presidente Kennedy contra a indústria siderúrgica (ver link para o YouTube anexo). Isso foi interpretado como uma tentativa de estabelecer a ingerência do governo no funcionamento dos mercados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos da Grande Inflação (que tem início em meados de 1965 e se estende até meados de 1982), a bolsa fica “de lado”, com grandes flutuações em torno de uma média de 870 pontos. Nesse período temos o controle de preços de 1971/72, o fechamento da “janela do ouro” pelos EUA em 1971, o câmbio flutuante introduzido em 1973, os choques do petróleo, a inexistência de credibilidade de Arthur Burns, Presidente do Fed, entre outras razões que não permitiam aos agentes enxergar uma política econômica coerente e consistente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a estabilização a partir de 1982, a bolsa entra numa longa trajetória de alta. A estabilização reduziu o risco macroeconômico. No entanto, o crash de 1987 foi um sinal de que, como argumentava Minsky (veja meu artigo anterior), “longos períodos de expansão econômica tendem a gerar excessos financeiros”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A qualidade da política econômica parece ser um fator importante na determinação do comportamento do mercado. A Figura 5 é mais uma demonstração disso. Quando Roosevelt assumiu a presidência, no “fundo do poço” da Grande Depressão, o mercado se animou. No entanto, logo que foram implementadas as políticas do NIRA (National Industrial Recovery Act) a bolsa “ficou de lado”. O NIRA incentivava a cartelização, fixação de preços e restrições à concorrência. Quando o NIRA foi declarado inconstitucional pela Suprema Corte, a bolsa volta a subir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para um período de tempo equivalente, no início dos anos 1970, como já pudemos observar na figura 4, as más políticas econômicas – controles de preços, “stop and go” ação unilateral repudiando regras internacionais, entre outras - também mantiveram a bolsa estagnada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 6 compara o Dow no início da Grande Depressão com o que acontece atualmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1929, a bolsa caiu 43% em 15 dias. Nova queda acontece quando os bancos começam a quebrar em outubro de 1930. Atualmente, a bolsa cai os mesmos 43% depois do evento Lehman. A diferença é que a queda acontece ao longo de seis meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira apresentação do Plano Geithner (PPP) não foi bem recebida. Na segunda tentativa a bolsa volta ao “ponto de partida”. Vai continuar subindo? Vai depender das políticas econômicas e da percepção, por parte dos agentes, da “qualidade” destas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que as comparações com os anos 1930 não são adequadas. As ações de política são muito distintas. A figura 7 mostra a reação da política monetária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto em 1930/32 a política fiscal se preocupou em evitar déficits (um enorme tabu à época), os estímulos fiscais hoje “abundam”. Mesmo Roosevelt reduziu gastos (e contraiu moeda) em 1936 quando a economia mostrava recuperação. Resultado: recessão “brava” em 1937/38! Até que a economia se refaça do choque não se pode “brincar em serviço”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 8 mostra que o comportamento dos preços no regime “Padrão-Ouro” é bem distinto daquele que vigora num regime de “Fiat Money” (moeda fiduciária). A figura 9 mostra que a alta e posterior queda do CPI acompanha a alta e posterior queda do petróleo, uma situação que reflete mudança drástica de preços relativos, não podendo ser considerada elevação da inflação no período de alta ou deflação no período de queda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em poucas palavras: Deflação nos dias atuais é algo difícil de ser construído. Um aumento da inflação é um resultado muito mais provável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 10, que contrasta a produção industrial (funcionando como elemento representativo da economia real), mostra que o “aprendizado” econômico dos últimos 60 anos tornou a economia muito mais estável. Uma lição que certamente será tirada da crise atual é a da necessidade de criar instituições que evitem (ou minimizem) os “boom-busts” financeiros (preços de ativos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em termos de PIB, a recessão que teve início em dezembro de 2007, em duração (17 meses ao final deste mês) já é a mais longa desde a de 1929/33 (Grande Depressão). Talvez por isso a “dita cuja” é tão evocada! A figura 11 mostra que em termos de crescimento ela (até aqui) é comparável à de 1990/91, estando ainda distante da queda de crescimento apresentada na recessão de 1981/82 (considerada até então a “pior” desde a GD).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque penso que já no segundo trimestre de 2009 o resultado do PIB pode surpreender (podendo até ser ligeiramente positivo trim/trim anterior)? E que possivelmente o PIB to 1º Trimestre será revisado para cima?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem poucas relações estáveis em economia. Uma delas é a relação entre consumo (bens não duráveis e serviços já que o consumo de bens duráveis tem características de “investimento”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 12 mostra essa “estabilidade” de duas maneiras. Na figura 12A vemos que PIB e Consumo evoluem “paralelamente” (isto é, não se distanciam indefinidamente). Em outras palavras, PIB e Consumo têm uma “tendência comum”. Na figura 12B constatamos que de fato a razão Consumo/PIB flutua em torno de uma “média” que se mantém estável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se observar a “olho nu” (e isto é verificado através de testes estatísticos) na figura 12B que a variável que se “ajusta” para manter a relação é o PIB. Ou seja, quando a razão C/PIB cai abaixo da sua “média”, por exemplo, o crescimento do PIB no futuro se reduz para trazer a razão de volta para a “média”. Observe, por exemplo, que ao final dos anos 1990 a razão C/PIB cai abaixo da “média”. A queda do crescimento no início dos anos 2000 se “encarrega” de trazer a razão de volta para a “média”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observamos também na figura 12B que o período denominado Grande Moderação é caracterizado por flutuações muito menores da razão C/PIB (refletido em flutuações menores do próprio crescimento).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A figura 13 reproduz, para melhor visualização, a figura 12B para o período mais recente .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No 1º trimestre de 2009 a razão C/PIB subiu “muito”. Como vimos na figura 12, isso não pode (dado a estabilidade da razão que é predicada péla teoria, não sendo apenas uma questão empírica) continuar. Para trazer a razão de volta em direção à “média”, o PIB deverá subir no futuro. Ou seja, uma parte significativa da queda verificada no PIB no 1º trimestre é vista como temporária (ou contém erro significativo de medida o que estaria indicando que a revisão será para cima).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*João Marcus Marinho Nunes – 8 de maio de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-5206091121078832073?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/5206091121078832073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/nos-sentimos-muito-honrados-de-publicar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/5206091121078832073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/5206091121078832073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/nos-sentimos-muito-honrados-de-publicar.html' title='O que importa é a qualidade da política econômica'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-2735270072738534340</id><published>2009-05-10T06:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:36:29.381-07:00</updated><title type='text'>Esforços para aperfeiçoamento do mercado de capitais em 2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Publicamos hoje excelente artigo de Sérgio Tuffy Sayeg. Boa Leitura !&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ficou para o passado a abundância de recursos financeiros resultante das extraordinárias condições alcançadas pelo mercado de ações e os benefícios que haviam sido obtidos por grande número de empresas brasileiras que puderam, especialmente em 2006 e 2007, e ainda em raros casos durante 2008, captar volume de recursos sem precedentes para impulsionar o desenvolvimento de seus negócios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora não parece tão difícil abrir os olhos para o que terá sido uma euforia excessiva naqueles momentos de ampla disponibilidade de capitais, em que chegavam a se realizar, na mesma semana, três ou quatro distribuições de ações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As empresas emissoras poderiam, até em muitos casos, ter seus nomes conhecidos do público, mas em geral tinham seus fundamentos estratégicos, econômicos e financeiros praticamente ignorados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o início do movimento negativo originado pelos desdobramentos da crise verificada nos mercados imobiliário e financeiro norte-americanos, sucedida pela forte queda dos preços das commodities e a repercussão instantânea nas taxas de crescimento da economia global, as companhias brasileiras já vinham se deparando com um cenário adverso que requeria cuidados na gestão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornaram-se públicos marcantes episódios de falta de responsabilidade da alta administração de emblemáticas companhias, que não atendiam aos mínimos requisitos de acompanhamento e controle de seus negócios e de suas finanças, repetindo, em momento inédito de escassez de recursos e alta volatilidade, condutas que no passado teriam apresentado resultado favorável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os investidores também demonstraram sua miopia e despreparo, pressionados que estavam com o difícil gerenciamento de suas carteiras e respectivos fluxos financeiros, sem mergulhar mais fundo no acompanhamento das empresas investidas além do que era visível sobre o passado, com a divulgação em periodicidade trimestral determinada pelas normas em vigor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como autoridade, e as entidades de mercado que compõem o arcabouço da nossa tão festejada autorregulação também terão tido sua participação, com a falta de perspicácia e cuidados prudenciais no monitoramento da situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com o avançado estágio que nossos mercados alcançaram, é notório que são também imprescindíveis o aperfeiçoamento das normas regulamentares e do posicionamento das empresas em relação aos riscos de diversas naturezas a que estejam expostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos devemos fazer sincera autocrítica e reflexão sobre os erros vividos e não deixar de aproveitar para fortalecer os importantes pilares até agora construídos, que serão muito importantes no momento da regularização do fluxo de recursos, que naturalmente privilegiará quem se demonstrar mais preparado para o maior rigor e senso crítico dos detentores de capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não será recomendável confiar na tradicional falta de memória dos participantes do mercado, e na crença de que o lado negativo da história não se repetirá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As empresas deverão se apresentar para essa fase de retomada com uma governança corporativa presente não apenas nos discursos e nos textos, mas sob a condução de um conselho de administração genuinamente profissional, pautado por efetiva competência técnica, profundidade analítica e dedicação. A diretoria executiva, sob uma liderança preparada, deverá comprovar sua capacidade em tempos difíceis e apresentar sintonia entre todos os setores e níveis da companhia, suportada por controles internos sofisticados mas capazes de ser acompanhados no dia-a-dia. Imprescindível também será a postura ética e de absoluta transparência, para buscar reconquistar a confiança de todos os stackeholders.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida corporativa, enfim, terá que ser diferente em 2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o envolvimento de todos os participantes e esforços contínuos para rápida adaptação a novas circunstâncias que surgirão, resultados positivos certamente serão alcançados e contribuirão para continuidade do fortalecimento do nosso mercado de capitais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;* Sérgio Tuffy Sayeg é administrador pela FEA – USP e profissional do mercado financeiro e de capitais desde 1976. Conselheiro de Administração e Conselheiro Fiscal de empresas. Professor de cursos do IBMEC RJ e da Fundação Instituto de Administração – FIA.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;E-mail: &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:sayeg@psi.com.br"&gt;&lt;em&gt;sayeg@psi.com.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado na “Gazeta Mercantil” em 19 de janeiro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-2735270072738534340?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/2735270072738534340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-hoje-excelente-artigo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/2735270072738534340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/2735270072738534340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/publicamos-hoje-excelente-artigo-de.html' title='Esforços para aperfeiçoamento do mercado de capitais em 2009'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-7170772803212441494</id><published>2009-05-02T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:36:44.211-07:00</updated><title type='text'>Novos tempos para a Comunicação no Mercado de Capitais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Temos a honra de publicar com exclusividade excelente artigo do Jornalista e Economista Rodney Vergili. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O mercado de capitais no Brasil vive novos tempos. Os juros estão em queda. Os investidores cada vez mais seletivos e em busca de informações para a tomada de decisões. O país entra no radar dos investidores com o “investment grade” e com fundamentos que permitem a médio prazo liderar o grupo de países emergentes (BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São TEMPOS em que palavras como T (transparência), E (equidade), M (melhores práticas no mercado de capitais), P (prestação de contas), O (Ouvidoria) e S (sustentabilidade) passam a ser a base das empresas líderes da economia nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A comunicação financeira está cada vez mais valorizada. As empresas que investem em comunicação e inovam ganham espaço no mercado das lentas, fechadas e burocráticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ativos intangíveis -como marca, reputação, credibilidade - passam a ser diferenciais importantes nos negócios. São cada vez mais freqüentes as fusões e aquisições realizadas com base no valor percebido (imagem e reconhecimento público). O gerenciamento de imagem é prioritário em empresas líderes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As companhias que abrem as portas de comunicação para seus públicos estratégicos (clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, imprensa, governo...) têm suas marcas reconhecidas e começam a adquirir as firmas pouco adaptadas aos novos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As empresas que investem em comunicação conseguem captar com juros menores em fundos de recebíveis, debêntures, notas promissórias e são melhor avaliadas no mercado acionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Empresas interessadas em manter excelente relacionamento com o mercado de capitais devem investir em constante treinamento da equipe e gerar fluxo de informação constante por meio de tratamento especializado no relacionamento com a imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de uma estrutura de atendimento aos públicos estratégicos passa a mensagem para o mercado de que a empresa que buscou se capitalizar no “boom” de 2007 fazia apenas uma operação especulativa. Essa estratégia reduz as possibilidades de captações menos onerosas de recursos no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Comissão de Valores Mobiliários tem feito papel relevante para manter a credibilidade do mercado de capitais ao punir de maneira exemplar as companhias, dirigentes e intermediários que desrespeitam as melhores práticas de relacionamento com o mercado e também as companhias sem compromisso de longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transparência – A transparência é um conceito da Física e é representada pelo vidro. No caso da comunicação no mercado de capitais há a necessidade de uma interação-que não é característica de objetos, como o vidro. A transparência neste caso está ligada à necessidade de ser sincero e franco nas ações, de levar as informações da empresa (as positivas, mas também as negativas) para o mercado e trazer a repercussão (“feedback”) para a companhia. Não é algo estático-como o vidro-, pois exige dinamismo e interação com os “stakeholders” (públicos estratégicos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Equidade – O mercado de capitais exige tratamento equitativo. São cada vez mais valorizadas as empresas que procuram oferecer benefícios aos minoritários próximos aos propiciados aos controladores nos processos de vendas de participação. As boas normas de conduta induzem a divulgação simultânea de informações a todos os investidores, a constante atualização tecnológica e a adoção das melhores práticas de Políticas de Divulgação e Negociação (dentro da legislação e dos pronunciamentos do CODIM - Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado - &lt;a href="http://www.codim.org.br/"&gt;http://www.codim.org.br/&lt;/a&gt; ).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhores Práticas - A comunicação deve privilegiar os porta-vozes com mais facilidade de comunicação. É cada vez mais frequente a criação de Comitês de Divulgação formados por especialistas multidisciplinares (profissionais de Relações com Investidores, de Comunicação, de Finanças, Departamento Jurídico, sem prejuízo dos demais profissionais interessados) que trazem visões diferenciadas e acompanham a correta execução das normas de divulgação, além de preparar manuais de conduta para situações de crise.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prestação de contas – Princípio básico para a empresa que tem compromisso de longo prazo com o mercado de capitais é a prestação de contas. Esse princípio se aplica sem dúvida para empresas abertas, mas proporciona correta avaliação em termos de menores juros pagos e maior volume captado em operações de renda fixa, como no lançamento de fundos de recebíveis ou debêntures. Não basta entregar os demonstrativos financeiros em dia. É preciso querer se comunicar com o mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvidoria – O processo de relacionamento com o mercado de capitais exige que as empresas procurem se profissionalizar. É preciso atenção especial em ouvir o investidor, o funcionário, a imprensa e os demais públicos estratégicos. Ouvir o público traz informações importantes sobre a avaliação do mercado e contribui para o gerenciamento de risco da imagem corporativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sustentabilidade – Há 10 anos, as empresas em sua comunicação com o mercado valorizavam a divulgação apenas dos demonstrativos financeiros. Atualmente, os investidores exigem resultados positivos em pelo menos três contas (a chamada “triple bottom line”): rentabilidade, cuidados com o meio ambiente (planeta) e responsabilidade social (pessoas). Nos tempos modernos, a empresa que quer se perpetuar precisa ser lucrativa e preocupar-se em evitar passivos (até mesmo jurídicos) ambientais e sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;* Rodney Vergili é jornalista, economista e diretor da agência Digital Assessoria Comunicação Integrada – &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.digitalassessoria.com.br/"&gt;&lt;em&gt;http://www.digitalassessoria.com.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://digitalassessoria.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;http://digitalassessoria.blogspot.com/&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="mailto:rodney@digitalassessoria.com.br"&gt;&lt;em&gt;rodney@digitalassessoria.com.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-7170772803212441494?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/7170772803212441494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/ola-amigos-do-mercados-financeiros-e-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7170772803212441494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/7170772803212441494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/ola-amigos-do-mercados-financeiros-e-de.html' title='Novos tempos para a Comunicação no Mercado de Capitais'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-8569360529886585477</id><published>2009-05-01T13:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:24:25.485-07:00</updated><title type='text'>A correta utilização dos derivativos na gestão de riscos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Artigo de minha autoria Publicado no Valor Economico em 2008. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O gerenciamento dos riscos corporativos desde o fim do século XX assume um papel significativo nas atividades desenvolvidas na área financeira. O assunto ganhou notoriedade já que as crises de natureza bancária produziram efeitos negativos no conjunto dos agentes econômicos, por vezes ocasionando risco conjuntural ou sistêmico. O aumento de tal risco provoca situações de crash no sistema financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Constituíram exemplos desse tipo de evento a crise dos bancos canadenses na década de 70, a crise bancária americana gerada pela moratória mexicana de 1982 e, de forma dramática, a atual crise bancária, a crise do "subprime".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As questões pertinentes ao controle e monitoramento dos riscos no universo das corporações representam hoje uma das principais preocupações para as autoridades supervisoras e para o conjunto dos agentes econômicos que se relacionam direta ou indiretamente com as empresas não-financeiras, com destaque às de capital aberto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A literatura de finanças, nos últimos anos, tem discutido as questões relacionadas à gestão e mitigação dos riscos das corporações. A abordagem, inicialmente centrada nos riscos de natureza financeira, como taxas de juros e câmbio, tem sido ampliada na direção de identificar os riscos de natureza operacional. Ou seja, relacionados ao core business, influenciados por decisões de natureza estratégica e tecnológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudos apresentam uma análise sobre o gerenciamento dos riscos em companhias não-financeiras, incluindo a percepção dos gestores financeiros de empresas e a utilização de comparações de dados de diversas economias. Como exemplo, pode-se citar a pesquisa desenvolvida pelo Weiss Center for International Finance Research, da Wharton School, e aplicada em empresas nos Estados Unidos, em 1998, e replicada em outros países, com destaque para o segmento das empresas não-financeiras da Holanda, Grã-Bretanha, Suécia e Coréia do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir dos anos 90 do século XX, uma série de desastres financeiros, como os ocorridos em Condado de Orange, Banco Barings, Metallgesellschaft, Showa Shell e Daiwa, levou a uma reflexão sobre a necessidade do desenvolvimento de modelos capazes de estimar uma perda potencial em determinado período de tempo associado a uma probabilidade específica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, o evento da flutuação cambial, ocorrida no início de 1999, aliado aos escândalos envolvendo instituições financeiras, promoveu dúvidas sobre as operações com contratos derivativos e sua utilização na gestão de riscos, ou seja, na elaboração e implementação do hedge.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desenvolvimento de uma modelagem e a quantificação do custo do hedge permitem às corporações criar uma métrica numérica para as políticas de gestão e mitigação de riscos corporativos. Essa métrica pode ser utilizada como indicador de governança corporativa, além de sinalizar ao mercado, quando identificada nas publicações contábeis exigidas por lei, o grau de transparência da gestão integrada da empresa. Isso permite, a médio prazo, uma melhor percepção das competências da corporação e facilidade na obtenção de fundos de longo prazo. Como conseqüência, há a valorização de sua marca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A definição dos instrumentos mais adequados a serem utilizados nesse processo deve ser aderente a uma política de hedge que esteja apoiada nas diretrizes da corporação, respeitando-se os princípios jurídicos institucionais e as boas práticas de governança corporativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora a utilização de instrumentos derivativos por parte das empresas tenha como objetivo a mitigação dos riscos de balanço, decisões equivocadas ou políticas não apropriadas de hedge suscitam acaloradas discussões sobre o tema. Raramente passa-se um muito tempo sem uma história na imprensa a respeito de uma empresa que teve seu lucro líquido afetado por atividades nos mercados de derivativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente, algumas tradicionais empresas abertas brasileiras divulgaram informações relatando expressivos prejuízos causados por instrumentos derivativos utilizados para hedge, ou seja, para proteger o balanço de riscos excessivos. Dimensionar a correta utilização dos contratos derivativos na gestão de riscos passa a ser preocupação não só dos gestores, mas dos reguladores e, principalmente, dos conselhos de administração, sobretudo em função das novas empresas listadas na Bovespa. Esperamos voltar em breve a este importante espaço para continuarmos nossa reflexão sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-8569360529886585477?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/8569360529886585477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/correta-utilizacao-dos-derivativos-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8569360529886585477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8569360529886585477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/correta-utilizacao-dos-derivativos-na.html' title='A correta utilização dos derivativos na gestão de riscos'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-8801920728139449512</id><published>2009-05-01T11:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:22:47.360-07:00</updated><title type='text'>Ações para Mitigação do Risco Sistêmico e aumento da oferta de crédito: A Resolução 3692 do Conselho Monetário Nacional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Artigo de minha autoria em conjunto com o Michel Cury. Boa Leitura!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ações e estratégias de mitigação do risco sistêmico vêm sendo colocados em prática nos mercados financeiros globais pelas autoridades monetárias visando a minimizar a instabilidade dos mercados, evitar corridas bancárias e dentro do possível ajudar a aumentar a oferta de crédito , fortemente em contração em função dos desdobramentos da crise do subprime, que ainda causam grande preocupação ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil , o Banco Central da mesma forma, vem atuando estrategicamente , devolvendo liquidez ao sistema e promovendo as ações necessárias para minimizar os efeitos da crise.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Resolução 3692 do Conselho Monetário Nacional vem reforçar o arsenal de medidas postas em prática pelo governo com a finalidade de aumentar a capacidade dos bancos pequenos e médios de oferecer um maior volume de recursos para empréstimos em setores específicos que, muitas vezes, não são de interesse de grandes conglomerados financeiros. Essa iniciativa do governo brasileiro tem grande relevância, já que possibilita uma menor volatilidade no saldo médio dos depósitos bancários do sistema como um todo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De forma preliminar é importante relembrar os fatos que ocorreram após a falência do banco norte-americano Lehman Brothers, anunciada no dia 15 de setembro do ano passado, e que foi considerada a medida que agravou uma crise que já se manifestava há tempos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Forte contração dos volumes de recursos ofertados no mercado interbancário com sérias consequências principalmente para bancos de menor porte;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Diminuição dos depósitos bancários do sistema privado com um todo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Migração de recursos para títulos públicos ou bancos com controle do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Não renovação de empréstimos de bancos ou empresas brasileiras feitos no mercado internacional&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Diminuição das linhas para comércio exterior&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse conjunto de medidas criou um quadro perverso, que impactou diretamente todo o planeta e, como não poderia deixar de ser, está causando estragos também no Brasil. Por isso, foi importante que o governo brasileiro agisse, para evitar que o quadro se tornasse ainda mais grave.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As diversas medidas tomadas pelos órgãos reguladores do País, no quatro trimestre de 2008, conseguiram eliminar o risco de “quebras” no setor financeiro, mas não ficou claro qual horizonte que os bancos, principalmente os médios, poderiam aspirar em um momento extremamente crítico. A questão é importante não só pelo lado das médias instituições financeiras, mas também porque elas são a principal fonte de financiamento principalmente de pequenas e médias empresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resolução 3692 aprovada no dia 26 de março, sem dúvida, ajuda os bancos médios. No entanto, essa certeza não afasta a necessidade de que a iniciativa seja analisada com muita cautela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resolução permite a liquidez dos títulos emitidos por bancos após o prazo de 6 meses. Deve-se ter em vista que essa liberdade, se não for bem dosada, pode se transformar em um problema futuro. Não se pode esquecer que em um momento deestresse os detentores desse tipo de depósito bancário podem solicitar o saque tanto para recompor uma posição no caixa como para saída de um risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O instrumento servirá para fazer captações de longo prazo (ou seja, acima de 24 meses), viabilizando as operações de varejo (de longo prazo) dos bancos médios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas características significam que os bancos que decidirem operar apenas no segmento de médias empresas irão manter a captação de curto prazo e podem não se interessar pela utilização desse instrumento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas perguntas sobre esse assunto ainda estão sem resposta até o momento e merecem uma reflexão. Entre elas, destacam-se:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Qual a taxa média de atratividade dos aplicadores?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Essa taxa viabiliza as operações dos bancos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se a não-liquidez dos depósitos é interessante para os bancos e ruim para os clientes institucionais, como equilibrar essa situação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como prever os volumes de resgate no futuro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperamos em breve voltar a este importante espaço para discutirmos o tema, de grande interesse para todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artigo publicado no DCI dia 22/04&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*Ricacardo Humberto Rocha e&amp;nbsp;Michel Cury Chain&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-8801920728139449512?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/8801920728139449512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/artigo-publicado-no-dci-dia-2204.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8801920728139449512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/8801920728139449512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/artigo-publicado-no-dci-dia-2204.html' title='Ações para Mitigação do Risco Sistêmico e aumento da oferta de crédito: A Resolução 3692 do Conselho Monetário Nacional'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1155927607295203354.post-1044953238687560389</id><published>2009-05-01T11:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T14:23:10.281-07:00</updated><title type='text'>A queda da taxa Selic, qual o piso a ser Testado?</title><content type='html'>O Banco Central decidiu em sua última reunião do COPOM reduzir os juros básicos para 10,25 % a.a, e como era de se esperar não agradou de forma unânime.O Mercado agora começa a fazer suas apostas em um possível novo corte, que traria a taxa básica pela primeira vez na história do comitê, que teve inicio em 1996 para um dígito.O que você pensa a esse repeito?&lt;br /&gt;Envie seu comentários para que possamos debater!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1155927607295203354-1044953238687560389?l=merfincap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://merfincap.blogspot.com/feeds/1044953238687560389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/queda-da-taxa-selic-qual-o-piso-ser.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/1044953238687560389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1155927607295203354/posts/default/1044953238687560389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://merfincap.blogspot.com/2009/05/queda-da-taxa-selic-qual-o-piso-ser.html' title='A queda da taxa Selic, qual o piso a ser Testado?'/><author><name>Finanças de Mercado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03994113362760862997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
